Os planos de DEUS para a terraImprimir
O Futuro Reino do Messias (Parte II)

a) Como era o planeta Terra no início da criação?

Deus criou a Terra perfeita. Seus planos revelavam um projeto e um planeta maravilhoso, onde reinasse a justiça. Nele habitariam homens santos, os quais Jesus nomeou como “os filhos do reino” Mateus 13:38. O escritor de Gênesis disse-nos que tudo que Deus ia criando dia a dia era bom e finalmente, no sexto dia, com a conclusão da criação, afirmou:

“E viu Deus tudo quanto tinha feito, e eis que era muito bom...” Gênesis 1:31.


b) Mudaria Deus Seus planos depois da entrada do pecado?

Com a entrada do pecado no mundo, a Terra aos poucos foi se degenerando, passando do estado edênico e paradisíaco a uma situação que tende a piorar cada vez mais. Vejamos como o profeta Isaías viu a Terra posteriormente:

“Na verdade a terra está contaminada por causa de seus moradores; porquanto transgridem as leis, mudam os estatutos, e quebram a aliança eterna. Por isso a maldição consome a terra; e os que habitam nela serão desolados; por isso serão queimados os moradores da terra, e poucos homens restarão.” Isaías 24:5-6.

Estaria havendo coerência da parte do Senhor, depois de construir um maravilhoso planeta como a Terra, de povoá-lo com homens e com animais e de planejar um Reino para o Seu louvor e então vir para destruir tudo? Alguém, no entanto, tinha e tem tal interesse, o diabo:

“Vós tendes por pai ao diabo, e quereis satisfazer os desejos do vosso pai; ele foi homicida desde o princípio, e não se firmou na verdade, porque não há verdade nele; quando ele profere mentira, fala do que lhe é próprio, porque é mentiroso, e pai da mentira.” João 8:44.

“O ladrão não vem senão a roubar, a matar e a DESTRUIR; Eu vim para que tenham vida, e a tenham com abundância.” João 10:10.

O objetivo da vinda do Messias não é para destruir o planeta Terra, mas para restabelecer o Reino de Deus. Virá para destruir aqueles que destroem a Terra:

“E iraram-se as nações, e veio a tua ira, e o tempo dos mortos, para que sejam julgados, e o tempo de dares o galardão aos profetas, teus servos, e aos santos, e aos que temem o teu nome, a pequenos e grandes, e o tempo de destruíres os que destroem a terra.” Apocalipse 11:18.

O plano de Deus não é acabar com a obra de Sua criação. Satanás certamente presumiu que, enchendo a Terra de pecado, faria com que se ascendesse a ira divina e o Senhor acabaria por dar fim a tudo o que planejara e fizera.

Na verdade, a expansão do pecado e da violência provocou a ira do Senhor, todavia, na primeira e grande catástrofe, o dilúvio, Deus sabiamente preservou Sua obra da criação, por meio da arca. Ali estavam protegidos e preservados homens e animais, garantindo sua continuidade no planeta Terra. O verdadeiro objetivo de Deus sempre foi e será de preservar e não destruir:

“A Tua justiça, é como as grandes montanhas; os Teus juízos como um grande abismo. Senhor, Tu conservas os homens e os animais.” Salmos 36:6.


c) O que estabelecia o pacto firmado pelo Eterno com Noé?

Vendo que o planeta Terra não foi totalmente destruído pelas águas do dilúvio, Satanás sentiu-se frustrado. Ele saiu perdedor. Deus deu provas que ama a Sua criação. Ele não extinguiu as espécies tanto a humana e como a animal, mas deu início a uma nova era. Satanás, no entanto, ainda permaneceu na Terra e novamente o pecado ganhou espaço. Sabendo disto, Deus teve que estabelecer um pacto com Noé e com todo o ser vivente: - não mais ferir a todo o mortal como havia feito:

“E o Senhor cheirou o cheiro suave e disse em Seu coração: Não tornarei mais a amaldiçoar a terra por causa do homem; porque a imaginação do coração do homem é má desde a sua meninice, nem tornarei mais a ferir todo o vivente como fiz.” Gênesis 8:21.

Ora, se fosse plano de Deus naquela época ou no futuro, destruir toda a obra que criara, Deus o teria feito. Mas pelo teor do pacto, o qual assegura a continuidade da criação na Terra por tempo indefinido, vemos que Deus não pretende pôr um fim ao que criou.

A ordem dada no Éden era de frutificar, multiplicar e povoar abundantemente a Terra:

“E Deus os abençoou, e Deus lhes disse: Frutificai e multiplicai-vos, e enchei a terra e sujeitai-a; e dominai sobre os peixes do mar, e sobre as aves do céu, e sobre todo animal que se move sobre a face da terra.” Gênesis 1:28

A mesma ordem foi dada após o dilúvio:

“Mas vós frutificai e multiplicai-vos; povoai abundantemente a terra, e multiplicai-vos nela.” Gênesis 9:7.

Isto confirma o verdadeiro propósito de Deus de que a Terra nunca estivesse vazia, mas que sempre fosse habitada:

“Porque assim diz o Senhor que tem criado os céus, o Deus que criou a terra e a fez; Ele a estabeleceu, não a criou vazia, mas a formou para que fosse habitada: Eu sou o Senhor e não há outro.” Isaias 45:18.

O plano de Deus era ter um planeta habitado e administrado somente por homens que O servissem. É muito interessante e até muito curioso o fato que Deus tem estabelecido um pacto até com os animais:

“E eis que Eu estabeleço o Meu concerto convosco e com vossa semente depois de vós. E com toda a alma vivente que convosco está, de aves, de reses, de todo o animal da terra convosco... E Eu convosco estabeleço o Meu concerto, que não será mais destruída toda a carne...” Gênesis 9:9-11.

O que vemos hoje são homens destruindo tudo, o meio ambiente e as espécies. Sabemos que eles estão sob a influência do destruidor: Satanás. É surpreendente haver religiões que pregam a destruição de todo o ser vivente, como a pregação de uma terra vazia e totalmente devastada por mil anos.

A verdade é que os ímpios serão eliminados e Jesus, num espaço de mil anos, transformará o planeta Terra nas condições originais do princípio de sua criação.


d) Está nos planos de Deus levar os salvos para o Céu?

A grande maioria dos religiosos de nossos dias almeja ser transportada da Terra para o Céu. Uns pensam em passar lá alguns anos, outros acham que lá estarão por mil anos e ainda outros crêem que viverão lá eternamente. O céu é ambicionado por muitos. Não há dúvida de que uma crença tão pertinaz e generalizada como esta, deveria ter uma base bem estabelecida. Onde, no entanto, se acha tal fundamento. Estabeleceu Deus esse plano de levar os salvos para o Céu? Encontramos nas Escrituras Sagradas algum apoio a esta crença?

Certo é que a crença em uma morada nos Céus, não se fundamenta e nem teve a sua origem na Bíblia. De onde, pois, procede a idéia de morar por algum tempo ou eternamente no Céu, já que isto não procede dos santos apóstolos e profetas? O povo de Israel nunca creu nisto. Depois da morte dos apóstolos, a história fala-nos de homens, denominados filósofos, os quais foram responsáveis pela criação ou introdução da apostasia na Igreja Cristã. Este fato foi profetizado pelo apóstolo Paulo:

“Eu sei que depois da minha partida, entrarão no meio de vós lobos cruéis que não pouparão o rebanho e que dentre vós mesmos se levantarão homens, falando coisas perversas para atrair os discípulos após si.” Atos 20:29 e 30.

A influência do mundo pagão sobre o chamado “cristianismo” é responsável não só por esta doutrina (idéia de se morar no céu), mas também por muitas outras que permeiam as religiões de nossos dias, tais como: adoração ao deus triúno (trindade), a observância do domingo, imortalidade da alma, etc. Há também um outro ensinamento pagão praticado pelas igrejas apóstatas, que é a comemoração do natal em 25 de dezembro. Não há a menor dúvida que a mãe Babilônia, de Ninrode e os impérios que se seguiram, como o Egito, Babilônia, Grécia e Roma deram consideráveis contribuições para o ingresso do paganismo ao novo movimento, criado pelo imperador Constantino no quarto século.

O protestantismo, não obstante alegar que segue as Escrituras, na verdade acaba defendendo com unhas e dentes, não a Bíblia, mas as tradições dogmáticas da Igreja dominante da época.

Sem dúvida alguma, a sabedoria dos filósofos gregos pagãos, Sócrates e Platão, cooperaram em muito com a nova religião. No livro de La República, volume X, Platão escreveu: “A alma do homem é imortal e imperecível.”

Agostinho, considerado um dos pais do cristianismo e um de seus principais doutores, adepto e admirador de Platão, diz que: “Todos os que morrem sem ser batizados, mesmo as criancinhas, irão para o inferno e sofrerão tormentos sem fim e que certas pessoas, dentre os que foram batizados, são escolhidos para ir para o céu.” História da Filosofia Ocidental, Vol 2, p. 69.

Sócrates cria que após a morte, a alma do homem partia para um mundo invisível, para viver na companhia dos deuses: “Ninguém que não haja estudado filosofia, e que não esteja completamente puro na ocasião de sua partida, terá condições para entrar na companhia dos deuses, mas somente o que ama a sabedoria.” História da Filosofia Ocidental, Vol. 2, p. 165.


e) Quem é o autor dessa doutrina?

A aspiração de ir para o Céu não é coisa que procede do homem. Satanás está por trás de tudo isto, ansioso por ocupar o lugar do Altíssimo e que certamente foi quem despertou no homem tal arrogância.

Babilônia antiga, a responsável pela introdução do culto pagão e pela criação do deus-sol Tamuz, não podia estar de fora. A primeira intenção de se chegar ao Céu deu-se com a construção da famosa Torre de Babel, pelos seguidores de Ninrode, em Babel, na terra de Sinear, uma região entre os rios Tigre e Eufrates, mais tarde denominada Babilônia. Eles elaboraram um projeto de edificar uma torre que tocasse os céus. Deus não aprovou tal arrogância, o que resultou em grande confusão e na multiplicidade das línguas. É equivocada a idéia de que a Torre de Babel foi construída com objetivo de buscar proteção, caso ocorresse novamente um dilúvio sobre a face da Terra. As Sagradas Escrituras não mencionam esta hipótese. O objetivo dessa construção era manter o povo unido e evitar que se espalhasse sobre a Terra. O outro objetivo, considerado o mais importante, era alcançar os céus. Confira o que está escrito:

“E o princípio de seu reino foi Babel... na terra de Sinar. ...E disseram: Eia, edifiquemos nós uma cidade e uma torre cujo cume toque nos céus, e façamo-nos um nome para que não sejamos espalhados sobre a face de toda a terra.” Gênesis 10:10 e 11:4.

Assim vemos que a idéia de morar no Céu, não foi coisa planejada por Deus, nem pelo Seu povo. Satanás tem incitado os homens a buscarem um galardão jamais mencionado entre as promessas divinas. A morada nos Céus faz parte sim, das filosofias pagãs de povos idólatras e, portanto, é totalmente estranha às promessas da Bíblia. Tal qual a idolatria e seu culto ao deus-sol, a teoria de uma ida ao Céu, também tem suas raízes na Babilônia.


f) Para quem foi criada a Terra?

A maior ansiedade dos religiosos, ou pelo menos da grande maioria, é um dia ser trasladado ao Céu, onde Deus habita e tem Seu trono, e lá passar por um período de mil anos ou mesmo a eternidade. Seria isto possível?

A Terra foi dada para habitação do homem. A Palavra de Deus não dá nenhum apoio a uma morada ou estágio nos Céus. Ela diz que a Terra foi dada para os homens e o homem é da Terra:

“Sede benditos do Senhor que fez os céus e a terra. Os céus são os céus do Senhor; mas a Terra deu-a Ele aos filhos dos homens.” Salmos 115:15-16.

“Para fazeres justiça ao órfão e ao oprimido, a fim de que o homem, que é da Terra, já não infunda terror.” Salmos 10:18.

Em nenhum lugar da Bíblia Deus falou em dar o Céu para o homem, até porque o Céu é o Seu trono e a sede de Seu governo:

“O Céu é o Meu trono e a Terra estrado dos Meus pés....” Atos 7:49.

“O Senhor está no Seu santo templo: o trono do Senhor está nos Céus; os Seus olhos estão atentos, e suas pálpebras provam os filhos dos homens.” Salmos 11:4.

Segundo as Escrituras Sagradas, a Terra é o único lugar destinado aos homens justos e eles não serão removidos dela. A Bíblia diz que os retos permanecerão na Terra:

“Os justos herdarão a Terra e nela habitarão para sempre.” Salmos 37:29.

“Porque os retos habitarão a Terra, e os íntegros permanecerão nela. Mas os perversos serão eliminados da Terra, e os aleivosos serão dela desarraigados.” Provérbios 2:21-22.

Todos os eleitos de Deus habitarão a Terra:

“... e os Meus eleitos herdarão a Terra e os Meus servos habitarão nela.” Isaías 65:9.

O homem está atualmente desafiando os limites de habitação determinados por Deus. O homem foi criado para lavrar e guardar a Terra. Não foi criado para viajar pelo universo:

“De um só fez toda a raça humana para habitar sobre toda a face da Terra, havendo fixado os tempos previamente estabelecidos e os limites da sua habitação.” Atos 17:27.

Em nenhum momento os apóstolos e demais israelitas manifestaram crença em um reino ou morada no Céu com o Messias. A idéia deles era de um reino aqui na Terra:

a) Zacarias, pai de João Batista, expôs o seguinte sobre as atividades do Messias:

“Bendito seja o Senhor Deus de Israel, porque visitou e remiu o Seu povo, e para nós fez surgir uma salvação poderosa na casa de Davi, Seu servo; assim como desde os tempos antigos tem anunciado pela boca dos Seus santos profetas; para nos livrar dos nossos inimigos e da mão de todos os que nos odeiam; para usar de misericórdia com nossos pais, e lembrar-se do Seu santo pacto e do juramento que fez a Abraão, nosso pai, de conceder-nos que, libertados da mão dos nossos inimigos, O servíssemos sem temor, em santidade e justiça perante Ele, todos os dias da nossa vida.” Lucas 1: 68-75.

b) Os dois discípulos a caminho de Emaús, após a morte de Cristo, expressaram o seguinte:

“Ora, nós esperávamos que fosse Ele quem havia de remir Israel; e além de tudo isso, é já o terceiro dia desde que essas coisas aconteceram.” Lucas 24:21.

c) Na casa de Zaqueu, o publicano, os convidados imaginaram que o reino de Deus deveria estabelecer-se imediatamente na pessoa de Cristo. Para dirimir as suas dúvidas Jesus contou-lhes uma parábola:

“ Disse pois: Certo homem nobre partiu para uma terra longínqua, a fim de tomar posse de um reino e depois voltar.” Lucas 19:11 e 12.

c) Após a multiplicação dos pães e peixes, alguns dos que estavam presentes quiseram levá-Lo à força para coroá-Lo rei:

“Vendo, pois, aqueles homens o sinal que Jesus operara, diziam: Este é verdadeiramente o profeta que havia de vir ao mundo Percebendo, pois, Jesus que estavam prestes a vir e levá-Lo à força para O fazerem rei,. tornou a retirar-Se para o monte, Ele sozinho.” João 6:14-15.

d) Momentos antes da ascensão de Jesus, as pessoas ali reunidas pensaram que era chegado o momento da restauração do reino a Israel:

“Aqueles, pois, que se haviam reunido perguntavam-Lhe, dizendo: Senhor, é neste tempo que restauras o reino a Israel?” Atos 1: 6.


g) Prometeu Jesus que os salvos irão para o Céu?

O Senhor Jesus nunca prometeu levar o homem para o Céu. Os textos acima provam isto. No entanto, o que Jesus deixou claro é que para lá ninguém pode ir.

Para os judeus incrédulos, Jesus disse o seguinte:

“Disse-lhes pois Jesus: Ainda por um pouco de tempo estou convosco, e depois vou para Aquele que Me enviou. Vós Me buscareis, e não Me achareis; e onde Eu estou vós não podeis vir. Disseram pois os judeus uns para os outros: Para onde irá este que O não acharemos? Irá porventura para os dispersos entre os gregos? Que palavra é esta que disse: buscar-Me-eis, e não Me achareis; e: Aonde Eu estou vós não podeis ir?” João 7:33-36.

Não obstante Jesus estivesse dirigindo-se a um grupo de judeus que não O aceitavam como Messias, estes certamente que, como judeus que eram, tinham certo conhecimento das profecias. O estranho é que eles ficaram tentando adivinhar para onde Jesus iria. Pensaram até na possibilidade do Mestre ir para os dispersos entre os gregos. Se a idéia de uma ida ao Céu fizesse parte da fé judaica, não teria sido lógico concluírem que Jesus estava falando de ir para lá, apesar de ter sido muito claro em Sua explanação quanto a isto?

Vejamos outro diálogo com os judeus incrédulos:

“Disse-lhes Jesus outra vez: Eu retiro-Me, e buscar-Me-eis, e morrereis no vosso pecado. Para onde Eu vou não podeis vós ir. E diziam pois os judeus: Porventura quererá matar-se a si mesmo, pois diz: Para onde eu vou não podeis vós vir? E dizia-lhes: Vós sois debaixo, Eu sou de cima; vós sois deste mundo, Eu não sou deste mundo.” João 8:21-23.

Jesus agora lhes dá a razão porque não poderiam segui-Lo: “...vós sois debaixo, Eu sou de cima; vós sois deste mundo, Eu não sou deste mundo.”

Está claro que Jesus podia voltar ao Céu, porque Ele veio de lá. Quem é da Terra é debaixo e para o Céu não vai.

Finalmente Jesus dirige-Se aos Seus próprios discípulos, dizendo, na verdade, a mesma coisa, ou seja, que não poderiam acompanhá-Lo para o Céu:

“Filhinhos, ainda por um pouco estou convosco. Vós Me buscareis e como tinha dito aos judeus: para onde Eu vou não podeis vós ir; Eu vo-lo digo também agora.” João 13:33.

Podemos notar nitidamente que Jesus não prometeu o Céu para ninguém; nem aos crentes, nem aos incrédulos. Todavia, alguém certamente dirá: Jesus falou que não poderiam segui-Lo “naquela época” ou naquele momento, mas que depois O seguiriam! Tomam como base o seguinte texto bíblico:

“Disse-lhe Simão Pedro: Senhor para onde vais? Jesus lhe respondeu: Para onde Eu vou não podes agora seguir-Me, mas depois Me seguirás.” João 13:36.

O referido texto precisa ser entendido de modo correto. Jesus tinha Se reunido com os apóstolos para a Ceia e eram as últimas instruções, antes de ser entregue nas mãos dos homens para ser sacrificado.

Os discípulos estavam acostumados a seguir o Mestre, onde quer que Ele fosse. De repente o Mestre começa a falar numa separação e isto trouxe muita tristeza e perturbação entre eles. Eles não podiam admitir a idéia de ficarem separados do Senhor. Tanto que, enquanto o Mestre prosseguia falando sobre o amor, Pedro O interpela, e, voltando ao assunto anterior, da separação, pergunta: “Senhor, para onde vais?” Esta pergunta é muito significativa. Nem Pedro e os demais discípulos sabiam sequer para onde Jesus ia. Como poderiam então ter uma crença de uma morada no Céu?

Jesus repete-lhe que tinha que deixá-los, mas que futuramente estes poderiam novamente segui-Lo. Jesus não lhes disse que depois O seguiriam para o Céu, mas simplesmente que O seguiriam. Pedro não se conformou, não porque cresse e estivesse ansioso para subir ao Céu, mas porque não aceitava a idéia da separação. Ele estava disposto a ir até a morte, se fosse necessário, desde que não se apartasse do Mestre:

Disse-lhe Pedro: Por que não posso seguir-Te agora? Por Ti darei a minha vida. Respondendo-lhe Jesus: Tu darás a tua vida por Mim? Em verdade, em verdade te digo, não cantará o galo enquanto Me tiveres negado três vezes.” João 13:37-38.

Todos sabem que nem isto Pedro podia fazer. A idéia de uma separação causava lhes uma tristeza inconsolável. Jesus prossegue dizendo-lhes:

“Não se turbe o vosso coração ...” João 14:1.

Ele busca confortá-los falando das moradas celestiais e de que era mister que Ele fosse, afim de cumprir o restante de Sua obra. A seguir o Mestre dá-lhes uma viva e gloriosa esperança:

“...virei outra vez e vos levarei para Mim mesmo, para que onde Eu estiver estejais vós também.” João 14:3.

A promessa não consistia em levá-los para o Céu. A Bíblia não fala de uma terceira volta de Cristo, mas do estabelecimento de Seu reino na Terra. Assim, ao Ele dizer: “e vos levarei para Mim mesmo”, tem o sentido de que Ele voltaria e novamente estaria com eles.


h) Mas... e as moradas celestiais?

“Não se turbe o vosso coração; credes em Deus, credes também em Mim. Na casa de Meu Pai há muitas moradas; se não fosse assim, Eu vo-lo teria dito; vou preparar-vos lugar. E, se Eu for, e vos preparar lugar, virei outra vez, e vos levarei para Mim mesmo, para que onde Eu estiver estejais vós também.” João 14:1-3.

As Escrituras Sagradas ensinam que as moradas para os salvos estão no Céu. Isto é verdade. Ninguém, no entanto, irá para lá. Com respeito a estas moradas, o livro das revelações de Jesus Cristo (Apocalipse), dá valiosos detalhes. As moradas fazem parte da cidade santa, a Nova Jerusalém, também denominada como “tabernáculo de Deus”. João relata-nos que, depois de passar o Milênio e a Terra estiver totalmente purificada, tendo sido destruído o último inimigo, a morte, esta cidade descerá do Céu.

Será que esta cidade estará cheia de crentes ao descer? Segundo a teoria de que os salvos estariam morando no Céu, na presença de Deus, dá a entender que a Nova Jerusalém estará repleta de santos. E quando ela descer do Céu após o milênio, seria lógico também imaginar que todos os salvos estarão dentro dela. Porém, a verdade é que ela virá sem homem algum nela, pois a Palavra de Deus diz que somente depois, Deus estará entre os homens. Depois que a Nova Jerusalém descer é que Deus habitará com os homens. Os salvos estarão aqui na Terra, junto com o Messias, durante o reinado milenar. Os salvos reinarão com Cristo sobre a Terra (Apoc. 5:10). Assim, não estarão no Céu na presença de Deus. A comprovação está nos seguintes textos:

“E vi um novo céu e uma nova terra. Porque já o primeiro céu e a primeira terra passaram e o mar já não existe.” E prossegue falando da cidade santa: “E vi a santa cidade, a nova Jerusalém, que descia do céu da parte de Deus, adereçada como uma noiva ataviada para o seu noivo. E ouvi uma grande voz do céu, que dizia: Eis aqui o tabernáculo de Deus com os homens, pois com eles habitará, e eles serão o Seu povo, e Deus mesmo estará com eles. Ele enxugará de seus olhos toda lágrima; e não haverá mais morte, nem haverá mais pranto, nem lamento, nem dor; porque já as primeiras coisas são passadas.” Apocalipse 21:1-4.

Os verbos “habitar” e “estar” estão no futuro. Isso indica claramente que Deus estará entre os homens somente depois do milênio, quando a Santa Cidade descer do Céu.

Notem que esta cidade vem para cá. Lembrem sempre que o Céu é o trono de Deus. Dizer que o Reino é dos céus, está correto e é diferente de Reino nos céus. A nova Jerusalém só vai abrir suas portas para ser habitada pelos homens, depois do Milênio, quando ela vier para a Terra e quando Jesus entregar o planeta totalmente purificado ao Pai:

“Depois virá o fim, quando tiver entregado o reino de Deus, ao Pai, e quando houver aniquilado todo o império, e toda a potestade e força. Porque convém que reine até que haja posto a todos os inimigos debaixo de Seus pés. Ora. O último inimigo que há de ser aniquilado é a morte. Porque todas as coisas sujeitou debaixo de Seus pés. Mas, quando diz que todas as coisas Lhe estão sujeitas, claro está que se excetua Aquele que sujeitou todas as coisas. E, quando todas as coisas Lhe estiverem sujeitas, então também o mesmo Filho Se sujeitará Aquele que todas as coisas Lhe sujeitou, para que Deus seja tudo em todos.” I Coríntios 15:24-28.

Apocalipse 20 nos fala do reinado milenar, da última tentativa de satanás em aliciar o povo que viveu e se formou aqui durante o Milênio, do lançamento de satanás e suas hostes no lago de fogo, da segunda ressurreição e do juízo final; fala também da destruição destes ímpios e finalmente da própria morte no lago de fogo. Uma vez que todos os inimigos forem destruídos no lago de fogo (não há um sofrimento perpétuo; o fogo é eterno porque queima até consumir tudo e é de conseqüências eternas), então não há mais razão para a existência da morte e por isso este instrumento também será extinto. Feito isto, a Terra estará totalmente nova e pronta para receber a Nova Jerusalém.






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