A Parábola do Trigo e do JoioImprimir
O Futuro Reino do Messias (Parte I)

Esta parábola é escatológica, portanto, ela nos revela acontecimentos futuros, mas também fala do passado, enfim ela relata a história da humanidade desde o princípio da criação até a implantação do Reino do Messias que está por vir.

O Senhor Jesus falava muito por parábolas. A Bíblia diz que:

“E chegando-se a Ele os discípulos, perguntaram-Lhe: Por que lhes falas por parábolas? Respondeu-lhes Jesus: Porque à vós é dado conhecer os mistérios do reino dos céus, mas a eles não lhes é dado; pois ao que tem, dar-se-lhe–á, e terá em abundância; mas ao que não tem, até aquilo que tem lhe será tirado. Por isso lhes falo por parábolas; porque eles vendo, não vêem; e ouvindo, não ouvem nem entendem.” Mateus 13:10-13.

Jesus tinha diante de Si um público 100% judeu, sendo que, nem todos estavam dispostos a aceitar as Suas instruções. O problema estava na aceitação das palavras do Messias. Para o grupo que tinha idéias preconcebidas e não conseguia abrir seu coração para as mensagens do Mestre, foi lhes apresentada uma profecia do profeta Isaías:

“Ouvindo, ouvireis, e de maneira alguma entendereis; e, vendo, vereis, e de maneira alguma percebereis. Porque o coração deste povo se endureceu, e com os ouvidos ouviram tardamente, e fecharam os olhos, para que não vejam com os olhos, nem ouçam com os ouvidos, nem entendam com o coração, nem se convertam, e Eu os cure.” Mateus 13:14-15.

Mas para aqueles que de bom grado receberam e aceitaram a Palavra de Deus, Jesus disse:

“Mas bem aventurados os vossos olhos, porque vêem, e os vossos ouvidos, porque ouvem. Pois, em verdade vos digo que muitos profetas e justos desejaram ver o que vedes, e não o viram; e ouvir o que ouvis, e não o ouviram.” Mateus 13:16-17.

Dentre as muitas parábolas ensinadas por Jesus, a do trigo e do joio foi em especial muito bem detalhada. Mesmo assim, muitos segmentos religiosos interpretam-na erroneamente como devendo acontecer dentro de uma instituição religiosa, referindo-se aos bons e maus religiosos que dela fazem parte.

Na parábola do trigo e do joio extraímos preciosas lições. A pedido dos discípulos, conforme lemos em Mateus 13:36, Jesus dedicou parte do Seu tempo para explicar-lhes em todos os detalhes:

a) “Propôs-lhes outra parábola, dizendo: O reino dos céus é semelhante ao homem que semeou boa semente no seu campo.” Mateus 13:24.

“...O que semeia a boa semente é o Filho do homem.” Mateus 13:37.

“...A boa semente são os filhos do reino;...” Mateus 13:38

“O campo é o mundo;...” Mateus 13:38.

Deus assemelha Sua obra como a de uma grande lavoura, onde se tem primeiramente o trabalho de preparar o campo. Quem prepararia um terreno para cultivar ervas daninhas? Se estas surgem, ninguém de bom senso pensaria em arrancar a boa planta e deixar o campo por conta das pragas. O que Deus semeou neste campo, o planeta Terra, foi a boa semente. No planeta Terra Deus criou o homem, sem pecado, para nele habitar e dominar sobre todas as demais criaturas. Os filhos do reino, portanto, são os seus servos que aqui habitam e são os legítimos donos do reino. Por isso Ele quer que os homens convertam-se e sirvam-nO.

b) “Mas, enquanto os homens dormiam, veio o inimigo dele, semeou joio no meio do trigo, e retirou-se. Quando, porém, a erva cresceu e começou a espigar, então apareceu também o joio.” Mateus 13:25.

“O inimigo que semeou o joio é o Diabo;...” Mateus 13:39

“...o joio são os filhos do maligno.” Mateus 13:38.

Houve um tempo em que Satanás tratou de promover sua rebelião e conseguiu seduzir uma parte dos anjos. Ele foi expulso do céu e lançado para a Terra (ver Apocalipse 12:7-9). Aqui na Terra, o homem não vigiou e como resultado pecou, desobedecendo à ordem divina (ver Gênesis 3:1-6). O joio alastrou-se por todo o planeta Terra. A Bíblia diz que “assim como por um só homem entrou o pecado no mundo, e pelo pecado a morte, assim também a morte passou a todos os homens, porquanto todos pecaram.” Romanos 5:12.

Não foi plano de Deus que ímpios habitassem Seu planeta. O joio foi semeado pelo Diabo e este incitou os homens ao pecado e tem sido o grande responsável pela proliferação do joio na Terra, que é o campo de Deus. Os filhos do maligno estão vivendo no lugar errado. Deus não preparou o planeta Terra para eles.

Ao criar nosso planeta, o plano original de Deus determinava que este fosse habitado por homens que O servissem.

Os animais foram criados para complementar a alegria dos homens e viverem em plena harmonia. No entanto, a rebelião de Satanás (Diabo) veio transtornar, ainda que transitoriamente, a paz aqui reinante. Como tudo tem um tempo, nestes seis mil anos de história o efeito do pecado tem trazido muito sofrimento a todos os habitantes da Terra, mas em breve tudo estará em seus devidos lugares e funcionando exatamente conforme o projeto original de nosso sábio Criador. Nada irá alterar a vontade de Deus e o mal ficará para trás.

c) “E os servos do pai de família, indo ter com ele, disseram-lhe: Senhor, não semeaste no teu campo, boa semente? Donde, pois, vem o joio? Respondeu-lhes: Algum inimigo é quem fez isso, E os servos lhe disseram: Queres, pois, que vamos arrancá-lo? Ele, porém, disse: Não, para que, ao colher o joio, não arranqueis com ele também o trigo.” Mateus 13:27-28.

É interessante notar que a princípio quando, os servos do Pai de família, aqui representados pelos anjos de Deus, notaram a presença dos filhos do maligno, quiseram vir para destruí-los, mas Deus não permitiu que os anjos arrancassem os ímpios da face da Terra, pois esta destruição poderia afetar também os justos e disse-lhes que aguardassem o tempo da colheita, o fim do mundo ou a consumação dos séculos. Deus nunca quis ferir os ímpios de forma que atingisse aos justos. Exemplos disto ocorreram no dilúvio, em Sodoma e Gomorra e na matança dos primogênitos, no Egito. Através a arca Deus preservou a Noé, sua família e os animais; em Sodoma e Gomorra, preservou a Ló e a sua família e no Egito, com o sangue nas ombreiras das portas, preservou os hebreus. (ver Hebreus 11:7; I Pedro 3:20; Lucas 17:28 e 29; Êxodo 12:22 e 23; Hebreus 11:28)

d) Deixai crescer ambos juntos até a ceifa; e, por ocasião da ceifa, direi aos ceifeiros: Ajuntai primeiro o joio, e atai-o em molhos para o queimar; o trigo, porém, recolhei-o no Meu celeiro.” Mateus 13:30.

“...a ceifa é o fim do mundo; e os ceifeiros são os anjos. Pois assim como o joio é colhido e queimado no fogo, assim será no fim do mundo.” Mateus 13:39-40.

Esses anjos serão enviados por Jesus: “Mandará o Filho do homem os Seus anjos, e eles ajuntarão do Seu reino, todos os que servem de tropeço, e os que praticam a iniqüidade.” Mateus 13:41.

Há uma questão que está causando enorme constrangimento para muitos estudiosos sinceros da Palavra de Deus. Até quando conviverão juntos o joio e o trigo (ver Mateus 13:24-30 e 36-43), bem como os bons e os ruins (Mateus 13:47-50)? Para a maioria dos cristãos os justos serão separados dos ímpios na volta de nosso Senhor Jesus Cristo. No entanto, de acordo com as Sagradas Escrituras, a existência do joio e do trigo em nosso planeta se estenderá até o “fim do mundo”. O termo “fim do mundo” não significa a destruição literal da Terra, mas apenas o fim da presente era do pecado e da morte. A parábola do joio e do trigo nos traz esta preciosa informação:

“Pois, assim como o joio é colhido e queimado no fogo, assim será no fim do mundo. Mandará o Filho do homem os Seus anjos, e eles ajuntarão do Seu reino todos os que servem de tropeço, e os que praticam a iniqüidade, e lançá-los-ão na fornalha de fogo; ali haverá choro e ranger de dentes.” Mateus 13:41 e 42.

O mesmo fato é relatado na parábola da rede:

“Igualmente, o reino dos céus é semelhante a uma rede lançada ao mar, e que apanhou toda espécie de peixes. E, quando cheia, puxaram-na para a praia; e, sentando-se, puseram os bons em cestos; os ruins, porém, lançaram fora. Assim será no fim do mundo; sairão os anjos, e separarão os maus dentre os justos, e lançá-los-ão na fornalha de fogo; ali haverá choro e ranger de dentes.” Mateus 13:47-50.

Ao retornar, o Messias estabelecerá o Seu reino na Terra. Ele reinará durante mil anos e com Ele reinarão todos aqueles que foram por Ele comprados com o Seu sangue, de toda a tribo, língua, povo e nação (ver Apocalipse 5:9 e 10). Durante o milênio não haverá intercessor, pois o Messias estará governando na qualidade de Rei e Ele “julgará com justiça os pobres, e decidirá com eqüidade em defesa dos mansos da terra; e ferirá a terra com a vara de Sua boca, e com o sopro dos Seus lábios matará o ímpio.” Isaías 11:4.

No reinado milenar de Cristo existirão nações que continuarão procriando e povoando a Terra, identificadas pela Palavra de Deus como sendo sobreviventes da grande batalha do Armagedom (ver Joel 2:31 e 32). Estas nações serão regidas com vara de ferro pelo próprio Messias (ver Apocalipse 19:15) e pelos salvos (ver Apocalipse 2:26 e 27). Pessoas boas e más farão parte do reinado milenar de Cristo, por uma razão muito lógica: o pecado e a morte continuarão existindo (ver Isaías 65:20). Satanás estará preso e será lançado no abismo para que não mais engane estas nações. No final do milênio Satanás será solto da sua prisão por um pouco de tempo e sairá a enganar as nações que ainda não tinham sido provadas por ele, para ajuntá-las para a batalha contra a Jerusalém terrestre Todos os enganados por Satanás (joio) serão destruídos pelo fogo que descerá do Céu (ver Apocalipse 20:3 e 7-9). Prova-se através este episódio que o fim da era do pecado e da morte não se dará no momento da volta de Cristo, mas no final do milênio. Até lá o joio e o trigo estarão presentes.

De acordo com a Palavra de Deus, o fim do mundo ocorrerá no final do milênio, quando finalmente a morte será destruída (ver Apocalipse 20:14). O apóstolo Paulo apresenta-nos mais detalhes a esse respeito:

“Então VIRÁ O FIM quando Ele (Cristo) entregar o reino a Deus, o Pai, quando houver destruído todo domínio, e toda autoridade e todo poder. Pois é necessário que Ele (Cristo) reine até que haja posto todos os inimigos debaixo de Seus pés. Ora, o último inimigo a ser destruído é a morte.” I Coríntios 15:24-26.

Todos os ímpios serão removidos e desaparecerão da Terra quando vier o tempo da colheita. Nesse tempo ocorrerá a separação das ovelhas e dos cabritos conforme relatado em Mateus 25:31-46.

Posteriormente o trigo será recolhido no celeiro. Numa grande lavoura, o celeiro não fica longe da plantação, mas num lugar dentro da propriedade. A falta de um cuidadoso exame das Escrituras, muitos são levados a uma interpretação errônea da Palavra e porque não dizer, até em oposição à verdade bíblica. Assim, os santos não serão levados para o Céu. Eles permanecerão na Terra (ver Provérbios 2:21). A Palavra de Deus, ao contrário do que muitos supõem, não dá nenhum apoio a uma morada ou estágio nos Céus:

“Sede benditos do Senhor que fez os céus e a terra. Os céus são os céus do Senhor, mas a terra deu-a Ele aos filhos dos homens.” Salmos 115:15-16.


A Palavra de Deus nos diz que o reino do Messias é realmente aqui na Terra, pois os anjos “...colherão de Seu reino todos os que servem de tropeço e os que praticam a iniqüidade” Mateus 13:41, o que nos prova duas importantes coisas: 1) aqui é o Reino de Cristo e 2) o joio ou os causadores de iniqüidade e escândalo são os que serão removidos da Terra.

Diferentemente do que se está pregando por aí, não são os santos que serão removidos da Terra. É um ensinamento totalmente contraditório e sem fundamento bíblico. As Escrituras Sagradas dizem o seguinte a esse respeito:

“Porque os retos habitarão a terra, e os íntegros permanecerão nela, mas os ímpios serão exterminados da terra.” Provérbios 2:21-22.

Deus não preparou o campo para o joio. Ao defender a idéia de que os salvos serão levados para o Céu, é estar desvirtuando um importante ensinamento de Deus. Ele criou a Terra perfeita:

“E viu Deus tudo quanto fizera, e eis que era muito bom. ...” Gênesis 1:31.

Porque razão abandonaria Deus o planeta Terra e a deixaria totalmente nas mãos do inimigo? Não seria esse o verdadeiro objetivo de Satanás? No entanto, a verdade é que o joio terá que ser arrancado daqui, pois não foi plantado pelo Criador:

“...toda a planta que Meu Pai Celestial não plantou, será arrancada.” Mateus 15:13.

A Bíblia diz que o Senhor Jesus não virá para destruir o planeta Terra, mas virá para destruir “os que destroem a Terra.” Apocalipse 11:18. Um dos principais objetivos da vinda do Messias é restaurar o planeta Terra. O reinado do Messias durante o milênio será um reinado de transição que visa levar a Terra do estado atual às condições paradisíacas do Éden.

Uma outra questão muito importante precisa ser esclarecida: quem será levado e quem será deixado? Há um texto bíblico mal interpretado por muitos sinceros cristãos:

“Então, estando dois homens no campo, será levado um e deixado o outro; estando duas mulheres a trabalhar no moinho, será levada uma e deixada a outra.” Mateus 24:40-41.

Examinando isoladamente o texto acima, pode-se cair numa tremenda armadilha. As pessoas acabam sendo iludidas com o pensamento de que os justos serão levados para o Céu e os ímpios serão deixados na Terra. Para se compreender o texto, há a necessidade de analisar o contexto. Jesus não disse que os justos serão levados da Terra. Muito pelo contrário. Analisando os versos anteriores, chega-se à conclusão que os ímpios é que serão levados:

“Porquanto, assim como nos dias anteriores ao dilúvio, comiam, bebiam, casavam e davam-se em casamento, até o dia em que Noé entrou na arca, e não o perceberam, até que veio o dilúvio, e os levou a todos; assim será também a vinda do Filho do homem.” Mateus 24:38-39.

Jesus afirmou que, como foi nos dias de Noé, será também na Sua vinda. Nos dias de Noé, quem foi levado ou destruído pelas águas do dilúvio? O justo ou o ímpio? É evidente que o ímpio foi levado pelas águas do dilúvio. Assim também será quando o Messias retornar a esta Terra. Durante o Seu reinado a Terra será restaurada e o mal não prevalecerá. Vários textos bíblicos confirmam essa posição:

“...mas os ímpios serão exterminados da Terra.” Provérbios 2:22.

“Vi o ímpio cheio de prepotência, e a espalhar-se como a árvore verde na terra natal. Mas eu passei, ele já não era; procurei-o, mas não pode ser encontrado.” Salmos 37:35-36.

Diante dessa realidade, muitos têm dificuldade de visualizar como será então o futuro do nosso planeta.

Somente as Escrituras Sagradas dão-nos uma descrição completa desse novo tempo na história da humanidade.





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E este evangelho do reino será pregado no mundo inteiro, em testemunho a todas as nações, e então virá o fim. (Mat 24:14)
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