A Esperança Da Vinda Do MessiasImprimir
Jesus – O Prometido Messias (Parte I)
1) O Messias foi anunciado e esperado por quem?

A vinda do Messias foi anunciada e esperada pelo povo de Israel. A nação de Israel foi formada por Deus com o objetivo de ser um reino sacerdotal na Terra. Esse povo tinha a incumbência de anunciar aos demais povos a fé no verdadeiro e único Deus. Por ter falhado, acabou seguindo os mesmos erros das demais nações ao rejeitar o governo teocrático do Senhor. Não ouviu a Palavra dos profetas e, por sua desobediência acabou caindo nas mãos dos homens ímpios. Escravidão no Egito por quatrocentos anos e o cativeiro em Babilônia por setenta anos foram as principais punições sofridas antes da primeira vinda do Messias. Deus, no entanto, não rejeitou o Seu povo, pois assumiu promessas infalíveis, as quais geraram esperança para o povo de Israel. Essa esperança estava estreitamente ligada à restauração de Israel e ao estabelecimento de um novo pacto, cujo Mediador traria glória ao povo de Deus e a expectativa da consolidação da paz e a instauração de Seu Reino na Terra. Evidentemente os que estavam atentos às profecias, estariam aptos a identificar Jesus como sendo o prometido Messias.

Um desses exemplos foi quando José e Maria levaram Jesus ao Templo para cumprir as prescrições da lei de Moisés. Estava ali um homem, de nome Simeão, descrito como sendo “homem justo e temente a Deus.” Lucas 2:25. O Espírito de Deus havia revelado a esse homem que ele não morreria sem antes ver o Cristo do Senhor. “Assim pelo Espírito foi ao templo; e quando os pais trouxeram o menino Jesus, para fazerem por Ele segundo o costume da lei, Simeão O tomou em seus braços, e louvou a Deus e disse: Agora, Senhor, despedes em paz o teu servo, segundo a Tua palavra; pois os meus olhos já viram a Tua salvação, a qual Tu preparaste ante a face de todos os povos; luz para revelação aos gentios, e para glória do Teu povo Israel.” Lucas 2:27-32.

Embora muitos não compreendessem até então a dolorosa missão do Messias, Simeão, contudo, naquele momento sabia que o Messias não teria no mundo um caminho livre de obstáculos. Quando dirigiu suas palavras à Maria, ele disse: “Eis que este é posto para queda e para levantamento de muitos em Israel, e para ser alvo de contradição, sim, e uma espada traspassará a tua própria alma, para que se manifestem os pensamentos de muitos corações.” Lucas 2:34-35.

Logo em seguida a Palavra de Deus narra a experiência da profetisa Ana, da tribo de Aser. Ela era já avançada em idade, uma viúva de quase oitenta e quatro anos. Diz a Bíblia que ela “não se afastava do templo, servindo a Deus noite e dia em jejuns e orações. Chegando ela na mesma hora, deu graças a Deus, e falou a respeito do menino a todos os que esperavam a redenção de Jerusalém.” Lucas 2:37-38.

Não foi em vão que esses humildes adoradores tenham estudado as profecias sobre a vinda do Libertador. Os seus olhos se achavam abertos para contemplar a Luz da vida.

2) Com quem seria estabelecido o novo pacto?

É importante lembrar que esse novo pacto seria estabelecido com a casa de Israel e com a casa Judá e foi anunciado por Deus através o profeta Jeremias:

“Eis que os dias vêm, diz o Senhor, em que farei um pacto novo com a casa de Israel e com a casa de Judá, não conforme o pacto que fiz com seus pais, no dia em que os tomei pela mão, para os tirar da terra do Egito, esse Meu pacto que eles invalidaram, apesar de Eu os haver desposado, diz o Senhor. Mas este é o pacto que farei com a casa de Israel depois daqueles dias, diz o Senhor: Porei a Minha lei no seu interior, e a escreverei no seu coração; e Eu serei o seu Deus e eles serão o Meu povo.” Jeremias 31:31-33.

Esse novo pacto não traria mudanças em relação à lei dada aos nossos primeiros pais e posteriormente confirmada no Monte Sinai. Essa lei passaria a ter, isto sim, maior importância, pois ela seria escrita no coração de todo aquele que aceitar o verdadeiro e único Deus de Israel e desejar fazer parte de Seu povo.

3) Tinha Deus o propósito de incluir os gentios nesse plano de salvação?

É evidente que Deus sempre tinha esse propósito de estender o plano de salvação aos gentios. Ao patriarca Abrão, Deus disse:

“...em ti serão benditas todas as famílias da terra.”

Como Mediador desse novo pacto, Jesus tinha a missão de dar início ao resgate das ovelhas perdidas da casa de Israel. Isso ficou muito claro, pois durante o Seu ministério, uma mulher cananéia interpelou a Jesus, clamando que Ele tivesse compaixão dela, pois tinha uma filha endemoninhada. Por ser de descendência gentílica, os discípulos rogaram a Jesus que a despedisse. O Messias respondeu-lhes dizendo

“...Não fui enviado senão às ovelhas perdidas da casa de Israel.” Mateus 15:24.

Quando o Messias enviou os doze discípulos para anunciarem as boas novas de salvação, instruiu-os dizendo:

“Não ireis aos gentios, nem entrareis em cidade de samaritanos; mas ide antes às ovelhas perdidas da casa de Israel.” Mateus 10:5-6.

Mas isto não quer dizer que os gentios não tinham direito à salvação. Referindo-se aos gentios, certa vez Jesus disse o seguinte:

“Tenho ainda outras ovelhas que não são deste aprisco; a essas também Me importa conduzir, e elas ouvirão a Minha voz; e haverá um rebanho e um pastor.” João 10:16.

Momentos antes de Sua ascensão, Jesus deu aos Seus discípulos as seguintes instruções:

“Mas recebereis poder, ao descer sobre vós o Espírito Santo, e ser-Me-eis testemunhas, tanto em Jerusalém, como em toda a Judéia e Samária, e até os confins da terra.” Atos 1:8.

As últimas instruções do Messias estavam revestidas de um significado muito profundo. Após receberem o poder do Espírito Santo, deveriam inicialmente pregar aos judeus em Jerusalém e Judéia. E foi exatamente isso o que aconteceu. A comunidade israelita, logo após o derramamento do Espírito Santo, cresceu poderosamente. Inicialmente, a Bíblia diz que houve um acréscimo de quase três mil judeus (Atos 2:41). Depois, dia a dia acrescentava-lhes o Senhor os que iam sendo salvos (Atos 2:47). Mais tarde, mesmo em meio às dificuldades, o número crescia cada vez mais, com um acréscimo de quase cinco mil judeus (Atos 4:4). Não só o povo judeu comum se agregava ali, mas também muitíssimos sacerdotes judeus começaram a fazer parte desse povo, chamado de remanescente de Deus (Romanos 9:27 e 11:5). A Bíblia diz que “crescia a palavra de Deus, e, em Jerusalém, se multiplicava o número dos discípulos; também muitíssimos sacerdotes obedeciam à fé.” Atos 6:7. Esses primeiros conversos eram todos judeus, porque a ordem dada por Jesus aos Seus seguidores era para pregar inicialmente em Jerusalém e Judéia, e só depois em Samária e os confins da terra. No ano 34 AD, com a morte de Estevão, encerrou-se o ministério exclusivo dos judeus.

A decisão de Jesus direcionar a pregação do evangelho primeiramente aos judeus era cumprimento de uma profecia relatada pelo profeta Isaías. Observa-se, no entanto, que esta mesma profecia faz alusão aos gentios, cuja oportunidade lhes seria dada após ser estabelecido o novo pacto com a casa de Israel:

“Assim diz o Senhor Deus, que congrega os dispersos de Israel: Ainda congregarei outros aos que já se acham reunidos.” Isaías 56:8.

Além das dispersas ovelhas de Israel, aqui identificadas como sendo os judeus, Deus disse que têm outras. Que outras ovelhas seriam estas? Naturalmente Deus estava se referindo aos gentios. Deus disse através o profeta Isaías que Ele congregaria outras (aqui consideradas como sendo os gentios), às que já se achavam agregadas (aqui consideradas como sendo os primeiros judeus que aceitaram Jesus).

4) Deus disse que Ele suscitaria um Pastor para apascentar o Seu rebanho. Quem seria esse Pastor?

Como o povo de Israel estava sendo dirigido por maus líderes, Deus anunciou através o profeta Ezequiel, que Ele suscitaria um Pastor para apascentar e salvar as Suas ovelhas:

“Portanto salvarei as Minhas ovelhas, e não servirão mais de presa; julgarei entre ovelhas e ovelhas. E suscitarei sobre elas um só Pastor para as apascentar, o Meu servo Davi. Ele as apascentará, e lhes servirá de Pastor. E Eu, o Senhor, serei o seu Deus, e o Meu servo Davi será Príncipe no meio delas; Eu o Senhor, o disse.” Ezequiel 34.

O “Servo Davi”, o qual exerceria a missão de Pastor e Príncipe do rebanho de Deus, é aqui identificado como sendo a pessoa de Jesus, o prometido Messias.

5) As Escrituras Sagradas dão testemunho a respeito do prometido Messias?

As Escrituras Sagradas dão ênfase sobre a necessidade de se ter um conhecimento exato a respeito do Mestre Jesus, o Messias prometido. A respeito dEle, muitos dos profetas deram testemunho, entre os quais destacamos: Moisés, Davi, Isaías, Jeremias, Daniel, Ezequiel, Miquéias, Zacarias, Malaquias e muitos outros. O próprio Senhor Jesus fez colocações sobre esse testemunho que as Escrituras Sagradas dão a respeito dEle:

“Examinais as Escrituras, porque julgais ter nelas a vida eterna, e são elas que dão testemunho de Mim.” João 5:39.

Numa certa ocasião, o apóstolo Pedro, ao pregar na casa de Cornélio, disse o seguinte:

“A Ele (Jesus) todos os profetas dão testemunho de que todo o que nEle crê receberá a remissão dos pecados pelo Seu nome.” Atos 10:43.

Jesus não nos deixou uma única palavra escrita pelo Seu punho. Apenas ficou conhecido pelos escritos e recordações dos discípulos. Um deles, o apóstolo João, deixou registrado que “... muitas outras coisas há que Jesus fez; as quais, se fossem escritas uma por uma, creio que nem ainda no mundo inteiro caberiam os livros que se escrevessem.” João 21:25.

A fé que Jesus fez nascer nesses discípulos provocou dentro deles uma explosão de reflexões sobre os desígnios de Deus. Essa explosão ecoou ao longo dos séculos e continua ressoando ainda hoje.

6) Que tipo de governantes a humanidade prefere?

A humanidade de um modo geral anseia por uma libertação e por alguém que, definitivamente, resolva a problemática social do mundo, muito embora não conheça o verdadeiro Messias. Ela não considera necessário um líder que a governe, com leis e condições, corrigindo-a em sua conduta. Procura tão somente alguém que resolva seus problemas, sem interferir em seus hábitos morais e comportamentais.

Isto se expressa na figura de seus governantes que, quase sempre chegam ao poder prometendo todo tipo de resolução para a melhoria da vida humana na terra, mas que, uma vez no poder, usam da inocência do povo para seus próprios fins.

Quão mais próximo da realidade popular estiver o governante, mais amado e reverenciado por seu povo ele será. Em razão disso, o populismo político quase sempre prevalece sobre a razão.

Esse foi o grande problema do povo de Israel. Quando o povo pediu um rei, Deus apresentou-lhes o modelo dos reis das nações:

Então, todos os anciãos de Israel se congregaram, e vieram a Samuel, a Ramá, e lhe disseram: Vê, já estás velho, e teus filhos não andam pelos teus caminhos; constitui-nos, pois, agora, um rei sobre nós, para que nos governe, como o têm todas as nações.” I Samuel 8:4-5.

Depois de ouvir essas palavras do povo, o profeta Samuel encheu-se de profunda tristeza. Então Samuel orou a Deus. Em resposta à sua prece, Deus exortou-o dizendo:

“... Ouve a voz do povo em tudo quanto te disserem, pois eles não rejeitaram a ti, e, sim, a Mim, para Eu não reinar sobre eles. Conforme tudo que fizerem desde o dia em que os tirei do Egito, até este dia, deixando a Mim e servindo a outros deuses, assim também fizeram a ti. Agora, ouve a sua voz, porém adverte-os e informa-os acerca dos costumes do rei que reinar sobre eles.” I Samuel 8: 7-9.

De acordo com o texto acima, Deus pediu para que Samuel advertisse o povo dos perigos de estabelecer uma monarquia.

O profeta Samuel, então, obedeceu. Ele emitiu terríveis advertências, sobre muitos dos abusos da monarquia, sobretudo a mão de obra convocada e o serviço militar, o confisco de propriedade e os impostos. Advertiu-os de que iriam servir ao rei, como escravos. (ver I Samuel 8:10-18). Mesmo assim o povo não quis ouvir a voz de Samuel e disseram o seguinte:

“Não, mas haverá sobre nós um rei, para que nós também sejamos como todas as outras nações, e para que o nosso rei nos julgue, e saia adiante de nós, e peleje as nossas batalhas.” I Samuel 8:19-20.

Ao longo dos séculos, os líderes mais populistas, aqueles que fizeram a vontade do povo, foram justamente os que trouxeram maiores problemas ao próprio povo.

7) De onde viria o esperado Messias e o que escreveram os profetas a Seu respeito?

Muito embora Deus tivesse revelado ao patriarca Jacó toda a história judaica, desde seu tempo até a redenção final quando da vinda e supremacia dos dias do Messias, essa idéia, no passado, não foi totalmente compreendida pelo povo de Israel. Por isso, por ocasião de Sua primeira vinda “...o mundo não O conheceu. Veio para o que era Seu, e os Seus não O receberam.” João 1:10-11.. Conforme escreveu o profeta Isaías, o prometido Filho de Deus foi para eles “...como raiz que sai duma terra seca; não tinha formosura nem beleza”. Isaías 53:2.

Entre o povo de Israel, contudo, a vinda do Salvador era lembrada nos cânticos e nas profecias, nos rituais do templo e nas orações domésticas. O povo de Israel foi escolhido por Deus para acolher o Salvador do mundo. Ao lermos atentamente a bênção proferida por Jacó a seu filho Judá, observamos dois detalhes importantes, os quais se referem ao Messias: a) seria descendente físico de Judá e, b) futuramente os povos da terra se submeteriam a Ele:

“O cetro não se arredará de Judá, nem o bastão de autoridade dentre seus pés, até que venha Aquele a quem pertence; e a Ele obedecerão os povos.” Gênesis 49:10.

Havia entre os judeus algumas famílias que tinham conservado o conhecimento de Deus. Estas famílias acalentavam a esperança e sua fé era fortalecida ao lerem as palavras dadas por intermédio de Moisés:

“O Senhor teu Deus te suscitará do meio de ti, dentre teus irmãos, um profeta semelhante a mim; a ele ouvirás; conforme tudo o que pediste ao Senhor teu Deus em Horebe, no dia da assembléia, dizendo: Não ouvirei mais a voz do Senhor meu Deus, nem mais verei este grande fogo, para que não morra.” Deuteronômio 18:15-16.

Logo em seguida, o próprio Deus falou a Moisés, dizendo-lhe que “do meio de seus irmãos lhes suscitarei um profeta semelhante a ti; e porei as Minhas palavras na sua boca, e ele lhes falará tudo o que eu lhe ordenar. E de qualquer que não ouvir as Minhas palavras, que ele falar em Meu nome, Eu exigirei contas.” Deuteronômio 18:17-19.

Mais tarde outros profetas deixaram registrados em seus escritos a esperança e certeza que eles tinham sobre a vinda do Messias.

O profeta Natã relata a Davi o seguinte a respeito do futuro Messias:

“Quando teus dias forem completos, e vieres a dormir com teus pais, então farei levantar depois de ti um dentre a tua descendência, que sair das tuas entranhas, e estabelecerei o seu reino. Este edificará uma casa ao Meu nome, e eu estabelecerei para sempre o trono do seu reino. Eu Lhe serei Pai, e Ele Me será Filho. ...” II Samuel 7:12-14.

O profeta Davi repete essa profecia com as seguintes palavras:

“Por que se amotinam as nações, e os povos tramam em vão? Os reis da terra se levantam, e os príncipes juntos conspiram contra o Senhor e contra o Seu Ungido, dizendo: Rompamos as Suas ataduras, e sacudamos de nós as Suas cordas. Aquele que está sentado nos céus se rirá; o Senhor zombará deles. Então lhes falará na Sua ira, e no Seu furor os confundirá, dizendo: Eu tenho estabelecido o Meu Rei sobre Sião, Meu santo monte. Falarei do decreto do Senhor; Ele me disse: Tu és Meu Filho, hoje Te gerei. ...Beijai o Filho, para que não se ire e pereçais no caminho; porque em breve se inflamará a Sua ira. Bem aventurados todos aqueles que nEle confiam.” Salmos 2:1-12.

Referindo-se ao Messias, o profeta Isaías escreveu que Ele virá defender os mansos da terra e julgará com justiça os pobres:

Então brotará um rebento do toco de Jessé, e das suas raízes um renovo frutificará. E repousará sobre Ele o Espírito do Senhor, o espírito de sabedoria e de entendimento, o espírito de conhecimento e de temor do Senhor. E deleitar-se-á no temor do Senhor; e não julgará segundo a vista dos Seus olhos, nem decidirá segundo o ouvir dos Seus ouvidos; mas julgará com justiça os pobres, e decidirá com equidade em defesa dos mansos da terra; e ferirá a terra com a vara de Sua boca, e com o sopro dos Seus lábios matará o ímpio.” Isaías 11:1-4.

O profeta Jeremias também escreveu acerca do Messias:

“Eis que vem dias, diz o Senhor, em que levantarei a Davi um Renovo justo; e, sendo rei, reinará e procederá sabiamente, executando o juízo e a justiça na terra. Nos seus dias Judá será salvo, e Israel habitará seguro; e este é o nome de que será chamado: O Senhor justiça nossa.” Jeremias 23:5-6.

Ezequiel associa a figura do Messias a um pastor de ovelhas:

“E suscitarei sobre elas um só Pastor para as apascentar, o Meu Servo Davi. Ele as apascentará, e lhes servirá de Pastor. E Eu, o Senhor, serei o seu Deus, e o Meu Servo Davi será príncipe no meio delas; Eu, o Senhor, o disse.” Ezequiel 34:23-24.

Para o verdadeiro povo de Deus, o Messias é um símbolo da paz mundial. Diferentemente dos demais povos, o povo de Deus crê que o Messias tem como principal tarefa corrigir as atitudes humanas e levar a humanidade a uma mudança de postura tal que, todos os que O seguirem, cheguem efetivamente a ser o que Deus projetou no início de Sua criação.

O profeta Zacarias anuncia a vinda de um Messias humilde e que traria paz às nações:

“Exulta muito, filha de Sião! Grita de alegria, filha de Jerusalém! Eis que o teu rei vem a ti: Ele é justo e vitorioso. Humilde, montado sobre um jumento, sobre um jumentinho, filho da jumenta. Ele eliminará os carros de Efraim e os cavalos de Jerusalém; Será eliminado o arco de guerra. Ele anunciará a paz às nações. O seu domínio irá de mar a mar, e desde o rio às extremidades da terra.” Zacarias 9:9-10.
Zacarias inicia a sua pregação apelando para o povo abatido, diante das ruínas da cidade e do Templo de Jerusalém, pelos sucessivos reveses políticos. Como os outros profetas, anteriores a ele, sua pregação parecia não ter lógica. Ele anunciava a vinda de um rei humilde, negando trazer os artefatos necessários para uma guerra de grandes conquistas. O seu plano de governo é a justiça que restaura a vida dos humildes e a sua palavra de ordem é o anúncio da paz às nações. Provavelmente, a maioria dos ouvintes não entendeu este pronunciamento de Zacarias, pois o Messias anunciado aqui é por demais singular e diferente de todos os reis até então conhecidos, os quais possuíam poder e grande exército. O perfil do Messias aqui apresentado, aprofunda a idéia de um governante esvaziado de toda pompa, poder e arma de morte. Mas essa idéia não é novidade, pois o profeta Miquéias, no fim do século VIII a.C., afirmou que o projeto do esperado Messias era converter as espadas em relhas de arado e lanças em podadeiras:
“E julgará entre muitos povos, e arbitrará entre nações poderosas e longínquas; e converterão as suas espadas em relhas de arado, e as suas lanças em podadeiras; uma nação não levantará a espada contra outra nação, nem aprenderão mais a guerra.” Miquéias 4:3.
E o Messias veio exatamente como tinha sido anunciado pelos profetas. Inicialmente apenas poucas pessoas O reconheceram, pessoas estas descendentes daquela santa linhagem através da qual fora conservado o conhecimento de Deus. Hoje esse remanescente aguarda um Messias que quebrará a cerviz das nações mediante a aplicação da lei de Deus como modelo de legislação mundial e se fortalece na esperança de que este planeta será restaurado à sua condição edênica, pré-requisito para o Deus Todo-Poderoso fazer a Sua morada entre os homens.

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