João Batista, O Mensageiro Precursor do Prometido MessiasImprimir
Personagens da Bíblia (Parte III)
I – INTRODUÇÃO

Quando Deus enviou João Batista para exercer o seu ministério, as condições espirituais do povo de Israel estavam em rápido declínio. Com a centralização de poder por parte dos sacerdotes, as normas de Deus foram desvirtuadas, desobedecidas e as coisas santas foram profanadas. As exigências da sociedade e as de Deus se achavam em constante conflito. O sacerdócio tornava-se mais e mais corrupto. A cobiça das riquezas e o amor do luxo e da ostentação propagavam-se gradualmente, enquanto que os prazeres sensuais, banquetes e bebidas causavam degeneração física e espiritual, insensibilizando o povo ao pecado.

Além disso, a nação de Israel achava-se em estado de excitação e descontentamento como conseqüência da tirania e extorsão por parte de Roma. João Batista tinha a incumbência de denunciar a corrupção nacional e repreender os pecados dominantes. Ele dirigia suas advertências contra os líderes religiosos de Israel, notadamente contra os fariseus e saduceus (Mateus 3:7). Declarava ele que seu orgulho, egoísmo e crueldade demonstravam serem eles uma raça de víboras, uma terrível maldição para o povo. De acordo com as palavras do profeta Isaías, ele seria a voz que clamaria no deserto:

“Eis a voz do que clama: Preparai no deserto o caminho do Senhor; endireitai no ermo uma estrada para o nosso Deus.” Isaías 40:3.

Nos quatro evangelhos esta profecia tem sido destacada, associando-a ao mensageiro João Batista:

“Porque este é o anunciado pelo profeta Isaías, que diz: Voz do que clama no deserto: Preparai o caminho do Senhor, endireitai as suas veredas.” Mateus 3:3

“Conforme está escrito no profeta Isaías: Eis que envio ante a tua face o Meu mensageiro, que há de preparar o teu caminho; voz do que clama no deserto: Preparai o caminho do Senhor, endireitai as suas veredas.” Marcos 1:2 e 3.

“E ele percorreu toda a circunvizinhança do Jordão, pregando o batismo de arrependimento para remissão de pecados; como está escrito no livro das palavras do profeta Isaías: Voz do que clama no deserto: Preparai o caminho do Senhor; endireitai as suas veredas.” Lucas 3:3 e 4.

“Respondeu ele: Eu sou a voz do que clama no deserto. Endireitai o caminho do Senhor, como disse o profeta Isaías.” João 1:23.


II – O ANJO GABRIEL ANUNCIA O NASCIMENTO DE JOÃO BATISTA

Durante o reinado de Herodes, o Grande, vivia na região montanhosa da Judéia um idoso sacerdote de nome Zacarias, da ordem sacerdotal de Abias e sua esposa Isabel, pertencente à família de Arão, descendente, pois, de uma linhagem de sacerdotes. Não se sabe ao certo em que cidade da Judéia morava o casal Zacarias e Isabel, mas acredita-se que ela ficava 140 quilômetros ao sul de Nazaré. Com relação a Zacarias e Isabel, diz o relato bíblico que “ambos eram justos diante de Deus, andando irrepreensíveis em todos os mandamentos e preceitos do Senhor.” Lucas 1:6.

Zacarias dirigiu-se a Jerusalém para ministrar os serviços sacerdotais segundo a ordem da sua turma, que era de Abias. A definição da ordem de cada turma foi feita pelo profeta Davi, quando dividiu o ano sagrado dos hebreus em 24 turnos ou quinzenas. Assim, foram escolhidos os maiorais de cada turma para dirigirem os serviços do santuário. Por ser quinzenal, duas turmas exerciam suas atividades no santuário em cada mês do calendário. O registro bíblico das primeiras 24 turmas encontra-se em I Crônicas 24:

“E Davi os repartiu, como também a Zadoque, dos filhos de Eleazar, e a Aimeleque, dos filhos de Itamar, segundo o seu ofício no seu ministério. ...E os repartiram por sortes, uns com os outros; porque houve maiorais do santuário e maiorais da Casa de Deus, assim dentre os filhos de Eleazar, como dentre os filhos Itamar. ...E saiu a primeira sorte a Jeoiaribe, a segunda a Jedaias; ...a sétima a Hacoz; a oitava a Abias; ...a vigésima terceira a Delaías; a vigésima quarta a Maazias.” I Crônicas 24:3, 5, 7, 10 e 18.

Deve-se observar que a oitava quinzena, dentro do ano sagrado dos hebreus, cabia ao turno de Abias. Esta quinzena correspondia à segunda metade do mês de Tamuz (quarto mês do calendário hebraico), que corresponde ao mês de julho, com base no calendário gregoriano, atualmente em vigor no mundo inteiro. O sacerdote Zacarias, pai de João Batista fazia parte da turma de Abias e a Palavra de Deus nos relata que nesta quinzena ele cumpriu os serviços sacerdotais no templo na ordem da sua turma:

“Ora, estando ele a exercer as funções sacerdotais perante Deus, na ordem da sua turma, segundo o costume do sacerdócio, coube-lhe por sorte entrar no santuário do Senhor, para oferecer o incenso.” Lucas 1:8 e 9.

Enquanto ele exercia as suas funções no templo, apareceu-lhe o anjo Gabriel da parte de Deus, avisando-o que sua esposa Isabel iria ter um filho e que se chamaria João:

”Então, um anjo do Senhor lhe apareceu, posto em pé, à direita do altar do incenso. E Zacarias, vendo-o, turbou-se, e caiu temor sobre ele. Mas o anjo lhe disse: Zacarias, não temas, porque a tua oração foi ouvida, e Isabel, tua mulher, dará à luz um filho, e lhe porás o nome de João.” Lucas 1:11-13.

Por ter duvidado da palavra de Deus, transmitida pelo anjo, Zacarias ficou mudo e só voltou a falar depois do nascimento da criança:

“Disse então Zacarias ao anjo: como terei certeza disso? Pois eu sou velho, e minha mulher também está avançada em idade. Ao que lhe respondeu o anjo: Eu sou Gabriel, que assisto diante de Deus, e fui enviado para te falar e te dar estas boas novas; e eis que ficarás mudo, e não poderás falar até o dia em estas coisas aconteçam; porquanto não creste nas minhas palavras, que a seu tempo hão de cumprir-se.” Lucas 1:18-20.

Há de se destacar que o nascimento de João Batista foi um caso invulgar. Com base nos registros do evangelista Lucas, os pais de João Batista não tinham filhos, “porque Isabel era estéril, e ambos eram avançados em idade.” Lucas 1:7.

Casos idênticos ocorreram com algumas figuras notáveis do Antigo Testamento, tais como Isaque (Gênesis 25:21), Sansão (Juízes 13:1-5) e Samuel (I Samuel 1:1-20), todos nascidos de mães consideradas estéreis.

Diz o relato bíblico que Zacarias voltou para casa, após terminar seus trabalhos no templo e só então a sua esposa concebeu:

“Sucedeu que, terminados os dias de seu ministério, voltou para casa. Passados esses dias, Isabel, sua mulher, concebeu e ocultou-se por cinco meses,...” Lucas 1:23-24.

De acordo com esses dados, Isabel concebe no final do quarto mês do calendário hebraico (Tamuz).

No sexto mês de gestação de Isabel (décimo mês do calendário hebraico – Tebete), que corresponde ao mês de janeiro, segundo o nosso calendário gregoriano, o mesmo anjo Gabriel, comunica este fato a Maria, e lhe anuncia que ela conceberia e daria à luz um filho, ao qual poria o nome de Jesus (Lucas 1:31). João Batista, portanto, era 6 meses mais velho que Jesus. Diz o relato bíblico que “naqueles dias levantou-se Maria, foi apressadamente à região montanhosa, a uma cidade de Judá, entrou em casa de Zacarias e saudou a Isabel. ...e Maria ficou com ela cerca de três meses; e depois voltou para sua casa. ...Ora, completou-se para Isabel o tempo de dar à luz, e teve um filho.” Lucas 1:39, 40, 56 e 57.

Completados para Isabel os nove meses de gestação, nasceu João Batista. Seu nascimento ocorreu em fins do primeiro mês do calendário hebraico (Nisã ou Abib), que corresponde ao mês de abril, com base no calendário gregoriano, atualmente em vigor. Mais tarde, depois do nascimento de João Batista, mais precisamente quando se completaram os oito dias para o ritual da circuncisão do menino, era costume anunciar o nome que se queria dar à criança. Não foi pequeno o alvoroço dos vizinhos e parentes presentes, quando Isabel declarou que o recém-nascido se chamaria João. A escolha pareceu incomum, pois, contrariamente aos costumes, esse era um nome estranho à família de Zacarias:

“Ao que lhe disseram: Ninguém há na tua parentela que se chame por este nome. E perguntaram por acenos ao pai como queria que se chamasse. E pedindo ele uma tabuinha, escreveu: Seu nome é João. E todos se admiraram.” Lucas 1:61-63.

Todos ficaram em alvoroço, e a confusão ainda aumentou quando, após tanto tempo em silêncio, Zacarias, de repente, abriu a boca e começou a louvar o Senhor em alto e bom som.

Zacarias, o velho genitor, anuncia que aquele filho recém-nascido, “será chamado profeta do Altíssimo” Lucas 1:76. Ele cumpriria uma profecia dada por Deus ao profeta Isaías (Isaías 40:3) e ao profeta Malaquias (Malaquias 3:1).


III – O MINISTÉRIO DO PROFETA JOÃO BATISTA

Deus chamara o filho de Zacarias para uma grande obra. As escrituras Sagradas relatam que “o menino crescia, e se robustecia em espírito; e habitava nos desertos até o dia da sua manifestação a Israel.” Lucas 1:80. Esse mensageiro tinha que ser santo, por isso, antes do seu nascimento o anjo dissera a Zacarias que ele “será grande diante do Senhor, e não beberá vinho, nem bebida forte, e será cheio do Espírito Santo.” Lucas 1:15. Eram condições indispensáveis para cumprimento de sua missão, pois ele foi chamado para exercer o sacerdócio de Deus. Seu papel seria semelhante ao dos profetas do Antigo Testamento, incumbidos por Deus a encorajar o povo a converter-se de seu mau caminho e voltar-se para Deus.

Ele não foi educado nas escolas dos rabis e nem foi enviado às escolas de teologia para aprender a interpretar as Escrituras. Deus chamou-o ao deserto, para ali aprender acerca da natureza e foi ali que ele se preparou para exercer a sua missão de “converter muitos dos filhos de Israel ao Senhor seu Deus e ir adiante dEle no espírito e poder de Elias, para converter os corações dos pais aos filhos, e os rebeldes à prudência dos justos, a fim de preparar para o Senhor um povo apercebido.” Lucas 1:16 e 17. Ele foi comparado ao destemido profeta Elias, que em seu ministério confrontou governantes ímpios e líderes religiosos pagãos. Inclusive nas maneiras e no vestuário, assemelhava-se ao profeta Elias:

“Ora, João usava uma veste de pelos de camelo, e um cinto de couro em torno de seus lombos; e alimentava-se de gafanhotos e mel silvestre.” Mateus 3:4. (Comparar com II Reis 1:8).

João Batista pregava a verdade e apresentava ao povo os mandamentos de Deus, sem jamais temer os homens e sem jamais temer a opinião popular. A verdade é que Deus não manda mensageiros para lisonjear o pecador. João Batista não transigiu com a sua consciência, nem perverteu os ensinamentos de Deus para conseguir posição social ou proteção. Ele percorreu toda a circunvizinhança do Jordão, pregando o batismo de arrependimento para remissão de pecados (Lucas 3:3) e cumprindo o que está escrito no livro do profeta Isaías (Isaías 40:3-5). Ele anelava despertar o seu povo para uma vida mais santa.

João Batista enfrentou os líderes religiosos, entre os quais os saduceus e fariseus, chamando-os de “raça de víboras”. A esses líderes, ele deu a seguinte mensagem:

“Raça de víboras, quem vos ensinou a fugir da ira vindoura? Produzi, pois frutos dignos de arrependimento, e não queirais dizer dentro de vós mesmos: Temos por pai a Abraão; porque eu vos digo que mesmo destas pedras Deus pode suscitar filhos a Abraão; E já está posto o machado à raiz das árvores; toda árvore, pois que não produz bom fruto, é cortada e lançada no fogo.” Mateus 3:7-10.

Entre as multidões que se haviam congregado em torno dele no Jordão, houve um que se destacou e o procurou para ser batizado. Tratava-se de Jesus, o Filho de Deus. Quando Jesus pediu o batismo, João Batista inicialmente recusou, por reconhecer sua própria pecaminosidade e a condição justa de Jesus. Ele exclamou: “Eu é que preciso ser batizado por Ti, e Tu vens a mim?” Mateus 3:14.

Mas Jesus insistiu e prometeu a João um sinal que iria identificar o Filho de Deus. Quando Jesus foi batizado, cumpriu-se o sinal: João viu o Espírito de Deus sendo derramado sobre Jesus e ouviu a voz do próprio Deus declarar que Jesus era Seu Filho (Mateus 3:17; Marcos 1:11; Lucas 3:22; João 1:34). Após ser batizado, esteve Jesus no deserto por cerca de 40 dias. Ao retornar, Jesus teve um encontro com João Batista em Betânia, da outra banda do Jordão. Nesta oportunidade João Batista apresentou Jesus aos que estavam com ele e disse-lhes: “Eis o Cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo.” João 1:29. No dia seguinte, naquele mesmo local, acompanhado por dois de seus discípulos, João Batista viu Jesus passar por ali. Fixando atentamente seus olhos para Ele, disse: “Vejam! Aí está o Cordeiro de Deus!” João 1:36.

Enquanto os discípulos de Jesus batizavam na região da Judéia, João Batista continuou seu ministério de forma independente, realizando batismos em Enom, próximo de Salim (João 3:22 e 23). Quando chegou a João a notícia de que Jesus estava fazendo muitos discípulos, João não ficou com ciúmes, mas replicou: “Vós mesmos me sois testemunhas de que disse: Eu não sou o Cristo, mas sou enviado adiante dEle. ...É necessário que Ele cresça e que eu diminua.” João 3:28 e 30.


IV – A PRISÃO E MORTE DE JOÃO BATISTA

João Batista exerceu grande parte do seu ministério no território leste do rio Jordão, região que se achava sob o domínio do rei Herodes Antipas, o qual era edomita (descendente de Esaú). O rei Herodes Antipas, embora obedecesse a algumas doutrinas do judaísmo, recebeu de Roma vários benefícios, entre os quais a cidadania romana, isenção de tributos e o cargo de tetrarca, sendo a sua parte a Galiléia e Peréia. Ele provocou escândalo ao divorciar-se de sua primeira esposa, a filha do rei nabateu Aretas IV, e casar-se com Herodíades, a esposa de seu meio irmão Herodes Filipe. Isto lhe custou uma represália por parte do rei nabateu Aretas IV, que, para vingar a filha, atacou-o e derrotou-o anos mais tarde.

Em suas exortações, João Batista repreendeu o tetrarca Herodes Antipas por todas as maldades que havia feito e por causa do seu novo casamento com Herodíades, denunciando esta união como ilegítima. Ele disse ao tetrarca: “Não te é lícito ter a mulher de teu irmão.” Marcos 6:18. Como prosélito, o tetrarca Herodes Antipas estava sujeito à lei judaica, que estabelecia claramente: “Se um homem tomar a mulher de seu irmão, é imundícia; ...” Levítico 20:21. A acusação de João Batista irritou especialmente a Herodíades, que influenciou Antipas a colocar o mensageiro de Deus na prisão. Diz o relato bíblico que “Herodíades lhe guardava rancor e queria matá-lo, mas não podia; porque Herodes temia a João, sabendo que era varão justo e santo, e o guardava em segurança; e ao ouvi-lo, ficava muito perplexo, contudo de boa mente o escutava.” Marcos 6:19 e 20.

Quando João Batista esteve preso, soube das obras poderosas realizadas por Jesus. Desejando a comprovação disso do próprio Jesus, mandou dois de seus discípulos para perguntar a Jesus: “És tu aquele que havia de vir, ou havemos de esperar outro?” Lucas 7:20. Os discípulos de João encontraram Jesus no exato momento em que Ele estava curando muitas pessoas de diversas doenças, inclusive devolvendo a vista aos cegos. Quando eles fizeram a pergunta, Jesus lhes respondeu: “Ide, e contai a João o que tendes visto e ouvido; os cegos vêem, os coxos andam, os leprosos são purificados, e os surdos ouvem; os mortos são ressuscitados, e aos pobres é anunciado o evangelho.” Lucas 7:22. Depois que os discípulos de João foram embora, Jesus dirigiu-se à multidão e disse: “Dentre os nascidos de mulher, não há maior do que João; ...” Lucas 7:28.

Algum tempo depois, Herodíades deu vazão ao seu rancor contra João. Durante a celebração do aniversário natalício de Herodes, a filha de Herodíades agradou a Herodes com sua dança, no que ele jurou dar-lhe tudo o que pedisse. Instigada pela mãe, que odiava João pelas acusações feitas a ela, a moça pediu a cabeça de João Batista. Herodes, em consideração a seu juramento e às pessoas presentes, concedeu-lhe este pedido. João foi decapitado na prisão e a cabeça dele foi entregue numa travessa à moça, que a levou à sua mãe (Mateus 14:6-11; Marcos 6:21-28).

Os discípulos de João Batista vieram e removeram o seu corpo e o sepultaram, relatando este assunto a Jesus (Mateus 14:12)


V - CONCLUSÃO

A missão de João Batista como precursor do prometido Messias foi plenamente reconhecida e teve amplo destaque nos escritos do Novo Testamento. João Batista foi descrito por Jesus como “muito mais do que profeta” (Mateus 11:9).

Jesus Cristo também confirmou aos Seus discípulos que a vinda de João Batista se dera em cumprimento da profecia de Malaquias 3:1:

“Este é aquele de quem está escrito: eis aí envio eu ante a tua face o meu mensageiro, que há de preparar adiante de ti o teu caminho.” Mateus 11:10 (ver também Lucas 7:27).

Um anjo enviado da parte de Deus resumiu a obra que seria realizada por João Batista, em cumprimento da profecia de Malaquias 4:5 e 6:

“Irá adiante do Senhor no espírito e virtude de Elias, para converter os corações dos pais aos filhos, converter os desobedientes à prudência dos justos e habilitar para o Senhor um povo preparado.” Lucas 1:17.

Em muitos aspectos João Batista foi semelhante ao destemido profeta Elias. A fim de preparar um povo para o primeiro advento de Cristo, Deus enviou João Batista para andar “no espírito e virtude de Elias” (Lucas 1:16 e 17). É neste sentido, e neste só, foi ele o Elias, conforme anunciado pelo profeta Malaquias: “Eis que Eu vos envio o profeta Elias, antes que venha o dia grande e terrível do Senhor.” Malaquias 4:5. O mestre Jesus havia dito que João Batista cumpriu esta profecia (ver Mateus 11:14 e 17:10-13). Todavia, esse grande e terrível dia, conforme está descrito na mesma profecia de Malaquias 4:5, cumprir-se-á novamente no futuro próximo, porém, em toda a sua plenitude. É preciso analisar todo o seu contexto.

A mensagem de João foi clara, precisa e ela resultou em genuína operação de arrependimento e reforma nos corações daqueles que por ele foram batizados (Mateus 3:1-8). Ele não se corrompeu para conseguir proteção. O seu propósito era obedecer a Deus e permanecer leal a toda a verdade. Cristo tem declarado que João Batista não era uma cana agitada pelo vento (ver Mateus 11:7 e Lucas 7:24). É uma referência ao caráter justo de João e principalmente ao fato de ele ter sido um pregador que não transigia com o erro. O verdadeiro povo de Deus também não hesitará fazer suas escolhas entre o certo e o errado.




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