Os Sete Selos do ApocalipseImprimir
Profecias do Apocalipse (Parte IV)

I – INTRODUÇÃO

O capítulo seis do Livro do Apocalipse é uma continuação da visão que o profeta João teve a respeito do livro selado com sete selos, apresentado a ele no capítulo anterior. O livro foi visto nas mãos do Deus Todo Poderoso e foi em seguida entregue a uma única pessoa achada digna em todo o universo de abri-lo e remover os seus sete selos. Esta pessoa é identificada como sendo o “Cordeiro que foi morto”, “Leão da Tribo de Judá”, “Raiz de Davi” (Apocalipse 5:5 e 6), símbolos representativos de nosso amado Salvador, Jesus Cristo. Toda a criatura, na vastidão universal sem fim, prorrompeu uníssona as merecidas ações de graças, honra, glória e poder ao Deus Todo Poderoso que estava assentado no trono e ao Seu Filho, o único digno de abrir o livro e revelar o seu conteúdo (Apocalipse 5:13 e 14).

Ao serem abertos os sete selos, cenas fascinantes passaram a ser descritas numa seqüência profética e cheia de simbolismos, num estilo de cenas vivas e animadas, relacionadas à ascensão, transformação e decadência do Império Romano e suas horrendas perseguições ao povo remanescente de Deus. Os sete selos revelam detalhes a respeito do período histórico daquele poder representado simbolicamente pela primeira besta que subiu do mar, conforme Apocalipse 13.


II – A ABERTURA DOS SETE SELOS

PRIMEIRO SELO – CAVALO BRANCO

“E vi quando o Cordeiro abriu um dos sete selos, e ouvi um dos quatro seres viventes dizer numa voz como de trovão: Vem! Olhei, e eis um cavalo branco; e o que estava montado nele tinha um arco; e foi-lhe dada uma coroa, e saiu vencendo, e para vencer.” Apocalipse 6:1 e 2.

Nos dias da inspiração do Apocalipse, o cavalo era um emblema da força, combinada com sua rapidez. A cor branca do cavalo, neste caso, não representa pureza, mas paz.. Alguns sinceros cristãos cometem um sério equívoco de interpretação quando associam o cavalo e o cavaleiro de Apocalipse 6:2 com Apocalipse 19:11-16. Defendem eles que, por ser branco o cavalo, o cavaleiro necessariamente deve ser entendido como sendo o Senhor Jesus Cristo. É muito estranha tal conclusão, pois o texto sob análise não apresenta traços fisionômicos que identificam o cavaleiro e nem a cor da roupa dele. Apenas cita que ele tinha um arco e foi-lhe dada uma coroa. Este cavaleiro não poderia ser o nosso Senhor Jesus Cristo, pois Ele não participaria de nenhum grupo de cavaleiros portadores de maus presságios. Esse conjunto formado pelo cavalo branco, arco e coroa são símbolos de vitória. Demonstra simbolicamente os áureos tempos do Império Romano, que se sustentou pela força de seu poder. Todas as nações que estavam sob o seu domínio tinham que obedecer e todos os habitantes viviam sob as suas regras e autoridade.

O Império Romano assumiu a sua posição de liderança mundial a partir de 168 a.C., mas seu período conhecido como “idade de ouro” teve início no final do primeiro século depois de Cristo. Foi entre os anos 96 a 180 d.C. que Roma atingiu o seu auge, desfrutando relativa paz e prosperidade política, militar e econômica. A respeito deste período, a história registra o seguinte:

“Durante perto de um século a ordem reina no mundo romano; a paz é assegurada nas fronteiras; o Império conhece a idade de ouro da sua prosperidade.” Universo e Humanidade, p. 147.

Neste período governaram os chamados “cinco bons imperadores”, sendo Nerva (96 a 98), Trajano (98 a 117), Adriano (117 a 138), Antonino Pio (138 a 161) e Marco Aurélio (161 a 180).

No entanto, a exemplo de Babilônia, o Império Romano haveria de sucumbir, não somente por causa da sua soberba e opulência, mas também por seu ódio e inimizade contra Deus. Com a abertura dos próximos selos, inicia-se a decadência desse poderoso Império.
SEGUNDO SELO – CAVALO VERMELHO
“Quando ele abriu o segundo selo, ouvi o segundo ser vivente dizer: Vem! E saiu outro cavalo, um cavalo vermelho; e ao que estava montado nele foi dado que tirasse a paz da terra, de modo que os homens se matassem uns aos outros, e foi-lhe dada uma grande espada.” Apocalipse 6:3 e 4.

O segundo selo, em contraste com o primeiro, apresenta um Cavalo Vermelho, cuja cor revela guerra ou discórdia. Ao cavaleiro que estava montado nele “foi dado que tirasse a paz da terra”, aquela paz que havia nos áureos tempos do Império Romano, simbolizada pelo Cavalo Branco. A cor vermelha na profecia tem o significado de derramamento de sangue: Isaías 63:1-6. O seu cavaleiro possuía uma grande espada. Espada indica matança: Isaías 34:5 e 6; 66:16; Jeremias 25:31; 50:35-37; Ezequiel 21:28.

Com a chegada da dinastia dos “Severos” ao poder imperial a partir de 193 d.C., teve início um período de turbulência, que chegou ao auge em 235 d.C.. A dinastia dos “Severos” foi constituída por imperadores, entre os quais quatro se destacaram: Sétimo Severo (193 a 211 d.C.), Caracala (211 a 217 d.C.), Heliogábalo (218 a 222 d.C.) e Alexandre Severo (222 a 235 d.C.). A partir de 235 d.C. começou a mais profunda crise do Império Romano, da qual ele saiu completamente transformado cinqüenta anos depois. Nesse conturbado período conhecido como “anarquia militar”, de 235 a 285 d.C., Roma conheceu uma rápida sucessão de mais de vinte imperadores, dos quais apenas um morreu de morte natural. Em constantes motins, o exército romano estava dividido em facções rivais, que proclamavam os imperadores com a mesma facilidade com que os assassinavam. Assim, pois, a expressão bíblica “de modo que os homens se matassem uns aos outros” nos confirma a exatidão da profecia.

TERCEIRO SELO – CAVALO PRETO

“Quando abriu o terceiro selo, ouvi o terceiro ser vivente dizer: Vem! E olhei, e eis um cavalo preto; e o que estava montado nele tinha uma balança na mão. E ouvi como que uma voz no meio dos quatro seres viventes, que dizia: Um queniz de trigo por um denário, e três quenizes de cevada por um denário; e não danifiques o azeite e o vinho.” Apocalipse 6:5 e 6.

O cavalo preto e seu cavaleiro simbolizam a escassez, carestia e fome. Na verdade são conseqüências da guerra civil. A fome e a escassez são representadas na Palavra de Deus pela cor preta, conforme Lamentações 4:1-9. Os alimentos vendidos a peso, trazem o mesmo significado: Levítico 26:26 e Ezequiel 4:16 e 17. A balança na mão do cavaleiro é uma clara referência ao comércio.

Nas versões revisadas de João Ferreira de Almeida encontramos o seguinte comentário de rodapé sobre Apocalipse 6:6: “Um queniz, medida de cerca de um litro, por um denário, que valia um dia de trabalho, indicava grande escassez do artigo.”

Após atravessar um período de luxo e prosperidade, o Império Romano mergulhou numa fase considerada amarga. Devido à cobrança de altas taxas de impostos e devido à ineficiência e desonestidade dos funcionários do governo, Roma teve que administrar sérios problemas. Este cenário fez aprofundar o distanciamento do rico em relação ao pobre. Não conseguindo arrecadar fundos suficientes com a cobrança de impostos, o Estado passou a emitir dinheiro e com isso ele provocou a subida dos preços dos principais produtos alimentícios, como o trigo e a cevada, considerados básicos e essenciais. Estabeleceu-se assim a inflação, um fenômeno que fez o dinheiro valer cada vez menos, criando enormes dificuldades principalmente às pessoas menos favorecidas.

Porém, o texto bíblico menciona que o azeite e o vinho não deveriam ser danificados. A disponibilidade destes produtos de luxo e considerados não essenciais, seria uma indicação de que as classes média alta e rica, esteios financeiros do Império Romano, passariam por momentos muito difíceis.


QUARTO SELO – CAVALO AMARELO

“Quando abriu o quarto selo, ouvi a voz do quarto ser vivente dizer: Vem! E olhei, e eis um cavalo amarelo, e o que estava montado nele chamava-se Morte; e o hades seguia com ele; e foi-lhes dada autoridade sobre a quarta parte da terra, para matar com a espada, e com a fome, e com a peste, e com as feras da terra.” Apocalipse 6:7 e 8.

O cavaleiro que estava montado sobre o cavalo amarelo foi o único que recebeu nome. O nome dele era: “morte”. A morte é a conseqüência imediata dos quatro juízos de Deus: espada, fome, peste e feras da terra, os quais também aparecem registrados em Ezequiel 14:12-23:

“Filho do homem, quando uma terra pecar contra Mim, agindo traiçoeiramente, então estenderei a Minha mão contra ela, e lhe quebrarei o báculo do pão, e enviarei contra ela a FOME, e dela exterminarei homens e animais; ...Se Eu fizer passar pela terra BESTAS FERAS, estas assolarem, de modo que ela fique desolada, sem que ninguém possa passar por ela por causa das feras; ...Ou se Eu trouxer a ESPADA sobre aquela terra, e disser: Espada, passa pela terra; de modo que Eu extermine dela homens e animais; ...Ou se Eu enviar a PESTE sobre aquela terra, e derramar o Meu furor sobre ela com sangue, para exterminar dela homens e animais; ...” Ezequiel 14:13, 15, 17 e 19.

Tais como no livro de Ezequiel, estes mesmos juízos de Deus aparecem no quarto selo, trazendo a morte sobre a quarta parte da Terra. Eles nada mais são do que prenúncios da derrocada do Império Romano, por causa de suas violentas ações opressivas contra o remanescente povo de Deus. As guerras, a fome, as pestes e as invasões dos povos bárbaros foram decisivas para o enfraquecimento desse poder. As palavras proféticas tiveram seu cumprimento já a partir do final do segundo século, quando o Império Romano foi sacudido por uma série de infortúnios e se estendeu até a sua derrocada final. É a chamada causa e efeito.

“A guerra prolongada contra os insurretos na parte oriental e uma peste devastadora tinham exaurido o exército de soldados e de dinheiro. Pior, ainda, várias tribos germânicas haviam se juntado para invadir as províncias ao sul do Danúbio.” Depois de Jesus o Triunfo do Cristianismo, p. 142.

Neste período da história o Império Romano transformou-se numa ditadura militar e como conseqüência agravaram-se as perseguições contra aqueles que não venerassem os deuses tradicionais do Estado..

QUINTO SELO

“Quando abriu o quinto selo, vi debaixo do altar as almas dos que tinham sido mortos por causa da palavra de Deus e por causa do testemunho que deram. E clamaram com grande voz, dizendo: Até quando, ó Soberano, santo e verdadeiro, não julgas e vingas o nosso sangue dos que habitam sobre a terra? E foram dadas a cada um deles compridas vestes brancas e foi-lhes dito que repousassem ainda por um pouco de tempo, até que se completassem o número de seus conservos e seus irmãos, que haviam de ser mortos, como também eles o foram.” Apocalipse 6:9-11.

Com a abertura do quinto selo, os mártires pedem vingança. São os mártires que foram mortos durante as perseguições de Roma Pagã. Mas como os mártires pediriam vingança se eles estavam mortos? Os clamores simbólicos dos mártires são idênticos aos clamores apresentados em:

a) Gênesis 4:10 – “E disse Deus: Que fizeste? A voz do sangue de teu irmão está clamando a Mim desde a terra.”

b) Hebreus 11:4 – “Pela fé Abel ofereceu a Deus mais excelente sacrifício que Caim, pelo qual alcançou testemunho de que era justo, dando Deus testemunho das suas oferendas, e por meio dela depois de morto, ainda fala.”

c) Habacuque 2:11 – “Pois a pedra clamará da parede, e a trave lhe responderá do madeiramento.”

d) Tiago 5:4 – “Eis que o salário que fraudulentamente retivestes aos trabalhadores que ceifaram os vossos campos clama, e os clamores dos ceifeiros têm chegado aos ouvidos do Senhor dos exércitos.”

e) Lucas 19:40 – “Ao que Ele respondeu: Digo-vos que, se estes se calarem, as pedras clamarão.”

Os cristãos multiplicaram-se rapidamente. O próprio Império foi em parte responsável pela expansão da fé. Como o Estado empobrecera demais para oferecer assistência aos cidadãos necessitados, principalmente aos órfãos e idosos, os cristãos esforçaram-se a prestar-lhes auxílio, imitando na vida pessoal o amor de Jesus. A presença dos cristãos consistia numa ameaça à hegemonia imperial romana, por recusarem prestar culto aos deuses de Roma. Esta desobediência por parte dos cristãos era interpretada como quebra da “pax deorum” (paz dos deuses). Por isso, cada vez que infortúnios ocorriam no Império Romano, os cristãos eram considerados culpados. Dez grandes perseguições ocorreram, lideradas pelos Imperadores Nero, Domiciano, Trajano, Adriano, Antonino Pio, Marco Aurélio, Sétimo Severo, Décio, Valeriano e Diocleciano, durante o período de 64 d.C até o ano 313 d.C., quando foi assinado o Édito de Milão pelo Imperador Constantino. A perseguição comandada pelo Imperador Diocleciano foi a última e mais sangrenta de todas as perseguições. Ela é conhecida na história como “A Grande Perseguição”.

Convém enfatizar que os mártires destas perseguições são da época do Império Romano Pagão, identificado no livro do Apocalipse como “a besta que subiu do mar” (Apocalipse 13). Como a voz do sangue de Abel clamava a Deus desde a terra, assim os mártires clamaram com grande voz, dizendo: “Até quando, ó verdadeiro e santo Soberano, não julgas e vingas o nosso sangue dos que habitam sobre a Terra?” Apocalipse 6:10.

Em resposta “foi lhes dito que repousassem ainda por pouco tempo, até que se completasse o número de seus conservos e seus irmãos, que haviam de ser mortos, como também eles foram.” Apocalipse 6:11.

De acordo com a resposta dada, pode-se entender que depois daquele período haveria outros mártires e estes seriam do período do Sacro Império Romano (538 a 1798 d.C.), identificado no livro do Apocalipse como “a besta que subiu da terra”. Apocalipse 13:11-18. Em ambas as fases (pagã e religiosa), o Império Romano perseguiu o remanescente povo de Deus, fazendo um número incontável de mártires. (ver Apocalipse 13:7; 13:15; 20:4).

SEXTO SELO

“E vi quando abriu o sexto selo, e houve um grande terremoto; e o sol tornou-se negro como saco de cilício, e a lua toda tornou-se como sangue; e as estrelas do céu caíram sobre a terra, como quando a figueira, sacudida por um vento forte, deixa cair os seus figos verdes. E o céu recolheu-se como um livro que se enrola; e todos os montes e ilhas foram removidos dos seus lugares. E os reis da terra, e os grandes, e os chefes militares, e os ricos, e os poderosos, e todo escravo, e todo livre, se esconderam nas cavernas e nas rochas das montanhas; e diziam aos montes e aos rochedos: Caí sobre nós, e escondei-nos da face daquele que está assentado sobre o trono, e da ira do Cordeiro; porque é vindo o grande dia da ira deles; e quem poderá subsistir?” Apocalipse 6:12-17.

O grande terremoto que ocorreu na abertura do sexto selo revela um período de aflição, transformação e instabilidades com a adoção do cristianismo pelo Império Romano. O impensável havia acontecido. Encarando o cristianismo de um modo pragmático, Constantino alterou o curso da história romana, que passou a ter uma nova roupagem, marcada por um ponto de mudança nas relações Igreja-Estado.

A cristianização de Roma feita no quarto século foi uma estratégia bem elaborada por Constantino. Ele percebeu que a extensa rede da Igreja poderia revelar-se uma ajuda preciosa na unificação e no conseqüente domínio de tão vasto Império.

Atualmente muitos sinceros cristãos associam os eventos do sexto selo ao terremoto de Lisboa, ocorrido em 1º. de novembro de 1755, ao dia escuro de 1780 e à queda de estrelas em 1833. Ensinam eles que os eventos do sexto selo culminam com a segunda vinda de Cristo a esta Terra e o sétimo selo é a manifestação da vinda de Cristo. Contudo, essas interpretações são equivocadas pelas seguintes razões:

a) Tomando-se como base os ensinos da Palavra de Deus, ao ser aberto o sétimo selo começam a soar as sete trombetas (Apocalipse 8:1 e 2). Considerando a grandiosidade dos eventos que representam estas trombetas, não haveria espaço de tempo suficiente para que eles pudessem acontecer no momento da vinda de Cristo.

b) A expressão “Dia do Senhor” na Bíblia, nem sempre é aplicada para a volta de Cristo, mas pode significar também um período de rebelião e comoção política no mundo. Como exemplo, podemos citar a tomada de Babilônia pelos Medos, conforme descrita em Isaías, capítulo 13:

Isaías 13:6 – “Uivai, porque o dia do Senhor está perto; virá do Todo Poderoso como assolação.”

Isaías 13:10 – “Pois as estrelas do céu e as suas constelações não deixarão brilhar a sua luz; o sol se escurecerá ao nascer, e a lua não fará resplandecer a sua luz”

Isaías 13:11 – “E visitarei sobre o mundo a sua maldade, e sobre os ímpios a sua iniqüidade; e farei cessar a arrogância dos atrevidos, e abaterei a soberba dos cruéis.”

Isaías 13:13 – “Pelo que farei estremecer o céu, e a terra se moverá do seu lugar, por causa do furor do Senhor dos exércitos, e por causa do dia da Sua ardente ira.”

Evidentemente o profeta Isaías não se referiu à volta de Cristo, mas à queda de Babilônia. Ao examinar os versos 1 e 17 do mesmo capítulo 13 de Isaías, a constatação é clara:

“Oráculo acerca de Babilônia, que Isaías, filho de Amoz, recebeu numa visão. ...Eis que suscitarei contra eles os medos, que não farão caso da prata, nem tampouco no ouro terão prazer.” Isaías 13:1 e 17.

Os mesmos termos utilizados no livro de Isaías para anunciar a derrocada da Babilônia antiga, são agora mencionados em Apocalipse 6:12-17 para anunciar uma nova turbulência de grandes proporções que atingiria o Império Romano. Não faz referência à volta de Cristo, mas às profundas transformações políticas e religiosas perpetradas pelo Imperador Constantino, que ao mesmo tempo era sumo sacerdote das religiões pagãs do Império e devoto do “deus-Sol Invictus”. O cristianismo paganizado implantado por ele abalou a fé cristã e ainda exerce forte influência até os dias de hoje.

SÉTIMO SELO

“Quando abriu o sétimo selo, fez-se silêncio no céu, quase por meia hora. E vi os sete anjos que estavam em pé diante de Deus, e lhes foram dadas sete trombetas. Veio outro anjo, e pôs-se junto ao altar, tendo um incensário de ouro; e foi-lhe dado muito incenso, para que o oferecesse com as orações de todos os santos sobre o altar de ouro que está diante do trono. E da mão do anjo subiu diante de Deus a fumaça do incenso com as orações dos santos. Depois o anjo tomou o incensário, encheu-o do fogo do altar e o lançou sobre a terra; e houve trovões, vozes, relâmpagos e terremoto.” Apocalipse 8:1-5.

A abertura do sétimo selo são as sete trombetas. Houve silêncio no céu por “quase meia hora”. Meia hora em profecia é um período de aproximadamente 7 dias. O número 7 indica perfeição e também cumprimento, isto é, Deus inicia e termina. Entendemos ser esta uma indicação de que Deus se prepara para realizar suas ações no mundo, conduzindo-o para o cumprimento de seus intentos e decretos.

As Sagradas Escrituras revelam que ao final da abertura dos sete selos veio um Anjo da parte de Deus. Ele tomou o incensário, encheu-o do fogo do altar e o lançou sobre a Terra (Apocalipse 8:5). Este ato pode ser entendido como uma reposta de Deus às orações dos santos, preparando-os para os próximos e solenes acontecimentos sobre a face da Terra.


III – CONCLUSÃO

A história e os fatos relacionados ao Império Romano, têm tudo a ver também com a trajetória do remanescente povo de Deus. Esse povo sobreviveu e cresceu nesse ambiente hostil, cercado de inimigos, os quais se utilizaram do poder político e militar para alcançar os seus mais cruéis intentos. Os pagãos perseguiam aqueles que ousavam obedecer as Escrituras Sagradas. Apesar de todas as perseguições e mortes, o povo de Deus manteve-se puro e conservou-se fiel à Palavra de Deus. Esse remanescente de Deus continua existindo até hoje. É um povo vitorioso. No futuro reino milenar de Cristo, o profeta os viu em visão e a respeito deles está escrito:

“Então vi uns tronos; e aos que se assentaram sobre eles foi dado o poder de julgar; e vi as almas daqueles que foram degolados por causa do testemunho de Jesus e da Palavra de Deus, e que não adoraram a besta nem a sua imagem, e não receberam o sinal na fronte nem nas mãos; e reviveram, e reinaram com Cristo durante mil anos.” Apocalipse 20:4.



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