Vestimentas e Adornos do Remanescente Povo de Deus Imprimir
Conduta Cristã (II)
I – INTRODUÇÃO

O assunto do vestuário e do adorno é muito delicado porque mexe com o orgulho e vaidade de muitas pessoas. Aquilo que usamos, muitas vezes é parte daquilo que somos. O povo remanescente de Deus é chamado para ser um povo especial que raciocina, sente e age de acordo com os princípios revelados na Palavra de Deus.

Muitos sinceros cristãos têm dificuldades para compreenderem como o estilo de vida ao qual Deus os chamou, habilitá-los-ão a alcançar seu pleno potencial como criaturas divinas, tornando-os eficientes para o Seu serviço.

O apóstolo Paulo fez o seguinte apelo: “Rogo-vos, pois, irmãos, pelas misericórdias de Deus, que apresenteis os vossos corpos por sacrifício vivo, santo e agradável a Deus, que é o vosso culto racional. E não vos conformeis com este século, mas transformai-vos pela renovação da vossa mente, para que experimenteis qual seja a boa, agradável e perfeita vontade de Deus.” Romanos 12:1 e 2.

A plena compreensão do assunto somente tornar-se-á possível quando houver por parte dos seguidores de Deus firmes decisões em seus corações de observaren os princípios bíblicos de modéstia, praticidade e simplicidade.


II – O CRISTÃO DEVE DESPIR-SE DA VELHA NATUREZA

Não há dúvidas de que o corpo humano era a coroa da criação de Deus, o mais perfeitamente planejado e o mais belo em formas e traços. Quando Adão e Eva pecaram, eles perceberam que estavam nus (Gênesis 3:7). Ao mesmo tempo o caráter, a personalidade e as atitudes do casal foram terrivelmente desfigurados. Envergonhados com a sua nudez cozeram para si folhas de figueiras para se cobrirem. Essa veste temporária foi logo reposta pelas vestimentas providenciadas pelo próprio Deus (Gênesis 3:21).

Demonstrando infinita misericórdia para com o casal, Deus fez túnicas de peles para Adão e sua mulher, e os vestiu. Havia nesse ato de Deus um profundo significado. O homem não alcança a salvação com as suas próprias obras. Para que Deus pudesse vestir Adão e Eva com túnicas de peles, Ele tinha que sacrificar um animal. O casal havia pecado e para que houvesse remissão dos pecados, tinha que haver derramamento de sangue. Aquele animal morto apontava para o futuro sacrifício expiatório do Messias.

Em resposta à salvação oferecida em Cristo, deve o povo remanescente de Deus despojar-se da velha natureza e revestir-se do novo homem, “que segundo Deus foi criado em verdadeira justiça e santidade.” Efésios 4:17-24.

As vestes brancas de justiça que somos instados a usar nesta vida, não é nenhuma roupagem tecida em nossos próprios teares, pelos nossos esforços, mas nos é oferecida por Cristo:

“Aconselho-te que de Mim compres ouro provado no fogo para que te enriqueças; e vestidos brancos, para que te vistas, e não apareça a vergonha da tua nudez; e que unjas os teus olhos com colírio para que vejas.” Apocalipse 3:18.

A referência acima é suficiente para demonstrar quão rico é o simbolismo do vestuário na Bíblia.

A Palavra de Deus adverte-nos também contra a chamada “soberba da vida” (I João 2:16). Referindo-se aos lírios, Cristo disse que “nem mesmo Salomão, em toda a sua glória, se vestiu como qualquer deles.” Mateus 6:29. É um indício claro que a percepção de beleza é caracterizada pela graça, simplicidade, pureza e encantos naturais.


III – UMA CONDUTA CRISTÃ EQUILIBRADA

O evangelho, além de afetar a maneira como comemos, bebemos, nos vestimos e nos divertimos, também deve ser vivido com humildade, coerência, prudência e equilíbrio. Deus nos capacitará a nos tornarmos o que devemos ser. Esta renovação interna causará profundos reflexos em todos os aspectos da nossa vida. O apóstolo Paulo escreveu aos Efésios o seguinte:

“Rogo-vos, pois, eu, o prisioneiro no Senhor, que andeis como é digno da vocação com que fostes chamados, com toda a humildade e mansidão, com longanimidade, suportando-vos uns aos outros em amor, procurando diligentemente guardar a unidade do Espírito no vínculo da paz.” Efésios 4:1-3.

O apóstolo Paulo aborda a questão do “andar de modo digno”. Este andar enfatiza um viver cristão equilibrado. Uma vida onde a fé e a prática andam juntas e isso só é possível quando o cristão tiver uma íntima experiência com Deus. Isso implica em ações bem refletidas à luz das Escrituras Sagradas.

Em todas as áreas os cristãos são chamados a praticar a simplicidade e decência. Essa recomendação tanto vale para os homens, como para as mulheres.

Dirigindo-se às mulheres, o apóstolo Paulo escreveu o seguinte:

“Quero, do mesmo modo, que as mulheres se ataviem com traje decoroso, com modéstia e sobriedade, não com tranças, ou com ouro, ou pérolas, ou vestidos custosos, mas (como convém a mulheres que fazem profissão de servir a Deus) com boas obras.” I Timóteo 2:9 e 10.

Esta recomendação do apóstolo Paulo era necessária, pois na época era costume entre as mulheres das classes privilegiadas, fixarem os seus cabelos com “alfinetes de ouro, pentes de marfim ou de tartaruga, diademas cravejados de jóias e pequenas redes de fios de ouro ou pérolas.” Jesus e sua época, p. 84 (Seleções do Reader´s Digest).

O apóstolo Paulo não está sozinho ao tratar sobre este assunto. O apóstolo Pedro em sua primeira epístola destaca que o mais precioso diante de Deus não é o “enfeite exterior, como as tranças dos cabelos, o uso de jóias de ouro ou o luxo dos vestidos”, mas que a vida do cristão esteja concentrada no desenvolvimento do “interior do coração, unido ao incorruptível de um espírito manso e tranqüilo, que é de grande valor diante de Deus.” I Pedro 3:3 e 4.

Quando se tem a idéia da necessidade de embelezar um ser criado com luxuosos ornamentos exteriores, pressupõe-se que aquele ser necessite de um ajuste ou melhoria, para completar algumas deficiências existentes. Este procedimento parece-nos um tanto contraditório, pois, de acordo com a Palavra de Deus, a criação original do ser humano foi perfeita em funcionalidade, em desenho e beleza. Assim, tanto o homem como a mulher, cujo entendimento é baseado nos princípios das Escrituras e cujo coração é dedicado a Deus, procurará apresentar-se diante de Deus com modéstia e sobriedade. Quaisquer regras que vão além destas recomendações, seguramente não terão apoio bíblico.


IV – AS VESTIMENTAS DO CRISTÃO

As vestimentas e a aparência são em muitos casos um importante indicativo do caráter cristão. Muitos segmentos religiosos travam dentro de suas comunidades disputas intermináveis, gerando desgastes desnecessários entre os seus membros. Como conseqüência abre-se o caminho para o radicalismo e a intolerância. Estes dois ingredientes são extremamente prejudiciais para o bom desenvolvimento espiritual dos que desejam preparar-se para a eternidade. É necessário que prevaleça sempre o bom senso em todas as questões a serem analisadas.

Há um texto que merece a nossa atenção especial:

“Não haverá traje de homem na mulher, e não vestirá o homem vestido de mulher, porque qualquer que faz isto é abominação ao Senhor teu Deus.” Deuteronômio 22:5.

Ao estabelecer esta norma, Deus tinha como objetivo manter a distinção dos sexos. Havia nos tempos bíblicos uma surpreendente similaridade entre as vestes do homem e da mulher. Ambos os sexos usavam o mesmo tipo básico de vestimenta: a roupa de baixo e a veste de cobertura. A diferença de estilo entre a túnica usada pelos homens e mulheres era muito pequena, mas o suficiente para manter a distinção entre os sexos.

O texto de Deuteronômio 22:5 não diz qual estilo de roupa os homens e as mulheres devem usar. Também não diz se os homens e as mulheres de outras culturas são obrigados a vestir-se como nos tempos bíblicos. O que está implícito no texto, contudo, é que seja respeitada a diferença de sexo no vestir, segundo os padrões estabelecidos por qualquer cultura. Esse é o princípio que deveria nortear os cristãos na seleção de suas roupas.

O remanescente povo de Deus deve mostrar reverência e respeito por Deus, pelos outros e por si próprio através os seus trajes, vestindo-se com decência e sensibilidade, sem causar vergonha ou constrangimento a Deus, a si mesmo e aos outros. Não maculará a beleza de seu caráter com estilos que façam despertar o “desejo da carne” (I João 2:16). O seu vestuário não deve acentuar as partes do corpo que estimulem desejos sexuais. O alvo do cristão é glorificar a Deus e não a si próprio.


V – CONCLUSÃO

É urgente a necessidade de um aprofundamento sobre esta questão. Há vários textos bíblicos que precisam ser comparados, analisados e interpretados corretamente, como é o caso de Ezequiel 16 e Isaías 3:16-26. Estas passagens bíblicas fazem referência sobre a questão dos ornamentos exteriores e elas também apresentam os reais motivos de os ornamentos terem sido removidos por Deus. Não é o ornamento em si que é abominável a Deus, mas é o orgulho manifestado pelo seu uso.

As mulheres abastadas adornavam-se dos pés à cabeça com ornamentos, para ficarem belas exteriormente, mas Deus viu o seu orgulho interior. Obviamente, a beleza que tem valor à vista de Deus, não é aquela obtida exteriormente com ornamentos de ouro e vestimentas finas e luxuosas, mas aquela que procede “do íntimo do coração, no incorruptível traje de um espírito manso e tranqüilo...” I Pedro 3:4.

Há de se destacar também que muitas normas são criadas, por determinados segmentos religiosos, sem a devida fundamentação bíblica. A proibição de a mulher cortar cabelo é uma delas. Não há uma única passagem bíblica que proíbe a mulher de aparar as pontas dos cabelos. Com relação ao cabelo do homem e da mulher, o apóstolo Paulo escreveu o seguinte:

‘Não vos ensina a própria natureza que se o homem tiver cabelo comprido, é para ele uma desonra; mas se a mulher tiver o cabelo comprido, é para ela uma glória? Pois a cabeleira lhe foi dada em lugar do véu.” I Coríntios 11:14 e 15.

Deve o homem, portanto, ter seu cabelo curto e a mulher ter seu cabelo comprido ou “crescido” conforme outras traduções bíblicas. É uma orientação simples e bastante esclarecedora. As mulheres deveriam ter o seu cabelo suficientemente crescido para se distinguirem dos homens.

Concluímos, pois, que o professo povo de Deus deve apresentar-se perante Deus de um modo modesto e bem assentado, evitando os extremos. Adornos e vestimentas que despertam o orgulho e atraem a atenção para si, devem ser evitados. O único adorno que o cristão verdadeiramente necessita é um caráter amável, destituído de orgulho. É um adorno que não perece. Sábias são as palavras do apóstolo Paulo:

“Não sabeis vós que sois santuário de Deus, e que o Espírito de Deus habita em vós?” I Coríntios 3:16.



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