Revelado o Futuro do MundoImprimir
O Livro de Daniel e as Profecias de Deus (Parte III)
I – INTRODUÇÃO

Nenhum de nós é capaz de saber o que ocorrerá conosco nos próximos minutos. Acidentes, visitas inesperadas, boas e más notícias, tudo isso pode alterar nossos planos de um momento para o outro. Contudo o único Deus verdadeiro conhece tudo sobre o futuro e nos revela aquilo que devemos saber. Esta é a mensagem central do capítulo 2 do livro de Daniel. É a surpreendente e maravilhosa história de como Deus revelou ao profeta Daniel, com séculos de antecedência, a ascensão e queda dos grandes impérios mundiais. Durante o segundo ano de seu reinado, o rei da Babilônia, Nabucodonosor, acabara de ter um sonho impressionante. A sucessão de acontecimentos previstos por Deus estende-se até a segunda vinda de nosso Senhor Jesus e o estabelecimento de Seu Reino na Terra.

Na história das nações pode-se contemplar o cumprimento literal das profecias dadas por Deus. O poder exercido por todos os governantes da Terra é concedido pelo Todo Poderoso Criador para que os Seus propósitos sejam todos cumpridos. Esta é uma certeza inquestionável. A Bíblia afirma que predições cumpridas são um dos critérios pelos quais podemos julgar a veracidade e precisão da afirmação do profeta que fala em nome de Deus (Jeremias 28:5-9; Deuteronômio 18:21-22). A genuína fé implica em estarmos fundamentados nos ensinos dos profetas, sem os quais não temos como conhecer e justificar nossa esperança. Se não sabemos o que esperamos, como anunciar boas novas aos outros?


II – UM TESTE DIFÍCIL APLICADO AOS SÁBIOS DE BABILÔNIA

O sonho que Nabucodonosor teve foi dado por Deus. O rei ficou perturbado com o que havia sonhado. A Bíblia diz que “passou-se-lhe o sono” (Daniel 2:1), isto quer dizer que o rei não conseguiu mais dormir. O fato de ele ter ficado perturbado com o que havia sonhado é uma indicação que ele não havia esquecido completamente o sonho. Deus tinha um propósito a alcançar através este episódio, pois a partir de então a experiência vitoriosa vivida por Daniel ficou registrada nos anais da história. A sua intimidade com Deus, sem dúvida alguma, fez toda a diferença.
Quando Nabucodonosor despertou de seu sonho, chamou seus sábios. Os homens chamados de “sábios” eram pessoas treinadas e sustentadas às expensas da corte. Faziam parte desta lista de sábios, os magos, os astrólogos, os encantadores e os caldeus (ver Daniel 2:2). Os “caldeus” chegaram a representar a nata da sociedade babilônica. Eram homens de grande conhecimento que influenciaram os negócios políticos e religiosos do reino. Nabucodonosor fez uma dura exigência a todos eles: “...se não me fizerdes saber o sonho e a sua interpretação, sereis despedaçados, e as vossas casas serão feitas um monturo.” Daniel 2:5. O rei temia o significado do sonho. Foi um duro teste para os sábios de Babilônia. Zangado porque os homens mais sábios de seu reino foram incapazes de ajudá-lo, ele ordenou que todos fossem mortos (ver Daniel 2:12). Essa não era uma ameaça vazia, mas uma prática comum na antiga Mesopotâmia. Daniel e seus companheiros tiveram a sua primeira ameaça de morte.
A confissão de fracasso desses sábios (ver Daniel 2:10 e 11) proveu uma oportunidade notável para que Daniel revelasse algo do Deus a quem servia. Daniel era um dos homens sábios, mas não se achava presente àquela reunião. Quando ele tomou conhecimento da ameaça que também sobre ele pairava, dirigiu-se diretamente ao rei e pediu a este que não tivesse tanta pressa na execução da sentença contra os sábios. O pedido de Daniel foi atendido. “Então Daniel foi para casa, e fez saber o caso a Hananias, Misael e Azarias, seus companheiros, para que pedissem misericórdia ao Deus do Céu sobre este mistério, a fim de que Daniel e seus companheiros não perecessem, juntamente com o resto dos sábios de Babilônia.” Daniel 2:17 e 18.
A reunião de oração que Daniel e seus amigos tiveram naquele dia deve ter sido intensa. A vida deles pendia na balança, mas eles podiam buscar a Deus com confiança porque até aquele momento eles haviam servido a Deus, fazendo o que era correto. Depois que Deus revelou à Daniel em visão noturna o que Nabucodonosor havia sonhado, eles ainda oraram, desta vez com louvor e ações de graças (ver Daniel 2:19 e 20).
Daniel começa a sua oração com a frase: “Seja bendito o nome de Deus.” No Antigo Testamento as pessoas freqüentemente bendiziam ao Senhor (Juízes 5:9; Neemias 9:5; Salmos 103:1; 134:1). As palavras aramaica e hebraica para “bendizer” também podem ser traduzidas como “louvar”, e este é o significado em Daniel 2:19 e 20. As palavras de louvor de Daniel enfatizam a existência de um poder divino que controla a história. Além de controlar todos os corpos celestes, Deus controla a história humana. Ele também é um Deus que Se comunica intimamente com os que estão dispostos a ouvir a Sua voz.
Depois da reunião de oração e louvor, Daniel foi procurar Arioque, o capitão da guarda e posteriormente o rei Nabucodonosor para contar-lhes as boas novas. A primeira preocupação de Daniel foi para com os sábios de Babilônia (ver Daniel 2:24). Embora não tivessem feito nada para obter a suspensão da execução, eles foram salvos por causa da presença de um homem justo em seu meio. Deus lhes mostrou que eles se achavam mortalmente errados. A difícil situação em que os sábios de Babilônia ficaram diante de Nabucodonosor, revelou a plena bancarrota de sua profissão. Não devemos esquecer que o amplo corpo de homens sábios era constituído de eruditos e cientistas. Tendo resolvido o problema dos sábios, Daniel pôs-se diante do rei e explicou que nem os sábios de Babilônia e nem os seus deuses poderiam fazer o que o rei exigia, mas que havia um Deus no Céu que podia revelar os segredos. Daniel não sentia vergonha, nem medo de confessar o seu Deus diante do rei. Mas explicou que não possuía qualquer sabedoria, nem conhecimento superior como razão para o que iria dizer ao rei. Ele atribuiu a revelação e sua explicação completamente a Deus (ver Daniel 2:27 e 28).
Após receber as explicações de Daniel, o rei estava certo de que o seu sonho tinha vindo realmente de um poder sobrenatural. Ele reconheceu o Deus de Daniel como o Rei do universo. O relato bíblico diz que o rei “engrandeceu a Daniel, e lhe deu muitas e grandes dádivas, e o pôs por governador sobre toda a província de Babilônia, como também o fez chefe principal de todos os sábios de Babilônia.” Daniel 2:48.

O profeta não quis desfrutar as suas honras sozinho. Em sua hora de triunfo, ele se lembrou dos que se juntaram em oração com ele (ver Daniel 2:49). O seu pedido ao rei não foi muito simples, pois devemos nos lembrar de que os babilônios nativos provavelmente tiveram que abrir mão de suas posições para dar lugar a esses judeus desconhecidos. Deus usou o cativeiro de Daniel e o sonho de Nabucodonosor para tornar Daniel uma força poderosa em Babilônia. José no Egito teve uma experiência semelhante (Gênesis 50:20). Ambos são exemplos do princípio bíblico de que “todas as coisas cooperam para o bem daqueles que amam a Deus.” Romanos 8:28.


III – O SONHO DE NABUCODONOSOR

O estudo das profecias tem real importância no contexto da salvação do homem (ver II Pedro 1:19). A profecia bíblica é, em verdade, uma providência divina face a uma situação específica: a pecaminosidade do homem e sua necessidade de salvação. Ela visa assegurar a esperança e a certeza do futuro com mais significado para o cristão.

Deus revelou os segredos do futuro aos Seus profetas (ver Deuteronômio 29:29 e Amós 3:7). Ele não quer que estejamos em trevas, ignorantes ou desorientados. O que Ele revelou é para conhecimento de Seu povo. O plano de Deus é levado a efeito na passagem do tempo. Os fatos não se sucedem por mero acaso ou mesmo por obra exclusiva da providência humana, mas fica muito claro que Deus está no controle de cada coisa, operando silenciosamente, pacientemente, os conselhos de Sua própria vontade, cumprindo-se assim os Seus reais propósitos. Deus revela o fim desde o princípio (Isaías 46:9 e 10).

O que Deus apresentou a Nabucodonosor em seu sonho? Por que Deus decidiu mostrar os eventos futuros ao rei pagão utilizando a figura de uma imensa e deslumbrante estátua?

Talvez porque na antiguidade as pessoas desenvolviam a adoração pública ajoelhando-se aos pés das imagens de seus deuses. Algumas dessas imagens eram muito grandes. A estátua do sonho do rei era única no sentido de achar-se composta de quatro seções (cabeça, peito e braços, ventre e coxas, e pernas) que correspondiam a metais diferentes (ouro, prata, bronze e ferro). Curiosamente os pés e dedos da estátua eram constituídos por uma mistura de ferro e barro (ver Daniel 2:31-33).

Repentinamente uma pedra “cortada sem auxílio de mãos”, atingiu os pés da estátua e transformou todo o colossal gigante em pedaços infinitesimais. Sem mãos, significa que ocorreu algo, independentemente da ação do homem. Após destruir por completo a estátua, a pedra tornou-se uma grande montanha, e encheu toda a Terra (ver Daniel 2:34 e 35).


IV – O SIGNIFICADO DE CADA PARTE DA ESTÁTUA

Sob a figura de uma estátua de homem, é feito um simples esboço político do surgimento e queda dos reinos terrestres, que precederiam o estabelecimento do reino milenar do Messias:

- A cabeça de ouro da estátua (Daniel 2:32) foi claramente identificada (Daniel 2:36 a 38) como o reino de Babilônia. Exerceu o seu domínio de 606 a 538 a.C. Após a morte do rei Nabucodonosor em 562 a.C. , o império babilônico entrou rapidamente em colapso. Belsazar foi o último rei de Babilônia (Daniel 5:30 e 31).

- O peito e braços de prata (Daniel 2:32 e 39), simbolicamente representavam o Império Medo-Persa. Dominou de 538 a 331 a.C. Como a prata é inferior ao ouro, o reino que seguiu Babilônia era inferior a ela. Em 538 a.C. Dario, o medo e Ciro, o persa, juntaram suas forças para derrotar Babilônia, formando o império medo-persa.

- O ventre e as coxas de bronze (Daniel 2:32 e 39), representavam a Grécia. Ela governou o mundo de 331 a 168 a.C. O império Medo-Persa foi sobrepujado por Alexandre, o Grande, fundador do império Greco-Macedônico, em 331 a.C., na batalha de Gaugamela. Após a morte de Alexandre os seus domínios foram divididos em quatro dinastias. Toda essa sucessão foi profetizada em Daniel 8:20-22.

- As pernas de ferro e os pés em parte de ferro e em parte de barro (Daniel 2:33 e 40-43). O reino que seguiu a Grécia foi o reino de ferro de Roma, o qual dominou o mundo de 168 a.C a 476 d.C., quando as tribos bárbaras invadiram a Europa.  Seu poderio não seria sucedido por outro império mundial, mas sim fragmentado em nações que permanecerão divididos até o retorno do Messias. Como o ferro não se liga com o barro, assim esses reinos não se ligarão um ao outro. Como cumprimento desta profecia, desde então, apesar das muitas tentativas, nunca mais se levantou um império de domínio mundial.

- A pedra cortada sem auxílio de mãos que destruiu a estátua (ver Daniel 2:34, 35, 44 e 45) representa a segunda vinda do Messias e o estabelecimento de Seu Reino aqui na Terra. É muito importante observar que a pedra atinge os pés da estátua. Isto quer dizer que, no segundo advento de Cristo todos os reinos e governos da Terra serão destruídos. Estabelecer-se-á o quinto reino, que subsistirá para sempre (Daniel 2:44). Esse evento ainda não aconteceu, pois as nações da Terra ainda continuam existindo.

Após ferir e esmiuçar a estátua, a pedra se tornará em um grande monte e encherá toda a Terra (Daniel 2:35). A palavra “monte” significa “reino” (Isaías 2:2-4; Miquéias 4:1-3).


V – CONCLUSÃO

Muitos segmentos religiosos, contrariando o ensinamento claro das Escrituras Sagradas, ensinam que o Messias, logo após a Sua segunda vinda, retornará ao Céu, levando consigo todos os salvos, para lá estabelecer o Seu reino. De acordo com a Palavra de Deus, o reino milenar do Messias será estabelecido e se desenrolará aqui mesmo no planeta Terra. A profecia não indica que o reino do Messias será estabelecido no Céu e muito menos que haja uma terceira vinda de Jesus a esta Terra. O profeta Zacarias, após fazer um relato sobre a segunda vinda de Jesus, diz que “o Senhor será rei sobre toda a terra.” Zacarias 14:9.

Com relação ao futuro reinado do Messias, o profeta Ezequiel escreveu o seguinte: “E deles farei uma nação na terra, nos montes de Israel, ...” Ezequiel 37:22. O profeta Jeremias declarou que naquele dia o Messias, “sendo rei, reinará e procederá sabiamente, executando o juízo e a justiça na terra.” Jeremias 23:5.

A verdade pura e cristalina é que Jesus, após o encontro com os salvos nas nuvens ou nos ares (I Tessalonicenses 4:17), descerá sobre o monte das Oliveiras e em Jerusalém ocupará o trono de Davi (Zacarias 14:3, 4; Lucas 1:31-33; Mateus 25:31). O profeta João nos esclarece que o reino será entregue ao Messias quando soar a sétima trombeta (Apocalipse 11:15). Nada, em toda a história humana, poderá comparar-se com o que o mundo verá, quando o nosso Messias vier em poder e grande glória. É a concretização da maior de todas as esperanças. Dar-se-á o início da regeneração do planeta Terra, quando finalmente esse lugar será transformado num lar paradisíaco, tal qual foi no início.

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E este evangelho do reino será pregado no mundo inteiro, em testemunho a todas as nações, e então virá o fim. (Mat 24:14)
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